quarta-feira, 16 de outubro de 2013

OS QUATRO EVENTOS QUE COMPÕEM A ESSÊNCIA DO EVANGELHO E DA MENSAGEM DA CRUZ.

INTRODUÇÃO:  Os evangelhos narram  a vida e obra de Cristo sobre a face da terra, contada de quatro formas diferentes.  Temos quatro evangelhos, dentre os quais os três primeiros são sinóticos (gr. visão conjunta). Mateus dirige seus escritos  aos Judeus, Marcos aos Romanos, Lucas aos gentios de língua grega e por fim temos João escrevendo para a igreja.  Temos como essências principais do evangelho quatro eventos, os quais nos contam a historia da nossa redenção através da morte de Cristo. 

1.     A Morte de Cristo. Temos na morte de Cristo o ápice da nossa salvação, sem ela nos estaríamos mortos em nossos pecados. Rm 3.23; Is.53.4-10.  A morte de Cristo foi precedida de alguns acontecimentos importantes;
A)  A última Pascoa. Lc. 22.7-16; Êx.12.1-20.  Após a libertação do Egito Deus determinou ao povo que fosse realizada uma festa que marcaria a saída do povo do cativeiro. Ordena que seja morto um cordeiro (Perfeito) e seu sangue fosse aspergido sobre os umbrais das portas, dessa forma quando o anjo da morte passasse e visse o sinal do sangue não tocaria naquela família.   O Cordeiro simbolizava Cristo, o Sangue apontava para a cruz do calvário. Em um dos momentos que antecederam sua morte, Cristo reúne seus discípulos para a celebração da pascoa. É importante notar que agora ELE é o cordeiro que será  oferecido por todos nos, se no passado tínhamos o sangue de um animal que encobria os pecados, agora temos o Sangue do Filho unigênito de Deus, que tira todo o pecado do mundo.      
Ø  Cristo foi julgado sentenciado , morto e sepultado na 6ª feira.
Ø  Na noite de sexta para sábado Cristo foi retirado do madeiro, pois era a preparação para a celebração do sábado judaico e  não podia  haver trabalho neste dia(Sábado).  João. 19.31.             
Ø  Sábado – Permanece no tumulo.
Ø  Domingo – Ressuscita. (1º dia da semana) Lc. 24.1-6; João 20.1-7. 

·         Se observarmos o interstício entre a morte e ressurreição de Cristo vamos  encontrar um espaço de duas noites e dois dias, porem a bíblia cita três dias e três noites .  Como resolver isso?
Entendamos;
O período que completa os três dias da morte e ressurreição de Cristo, compreende: Sexta – Feira; Sábado e Domingo.
 Conforme a maneira de contar os dias nada há de errado, onde parte do dia inicial e parte do dia final eram incluídos na contagem.
Embora os três dias aqui descritos pudessem ser completos com três noites, como também, não necessariamente havia a obrigatoriedade dos dias serem completos atendendo a soma das setenta e duas horas. Razão esta de que a contagem era inclusiva. Contagem esta estabelecida nos dias de Cristo, a bíblia obedeceu a essa contagem.  A contagem inclusiva obedece ao ato ou operação de contar, onde os extremos fazem parte. Cf. Êx. 19.10,11,16( Verifica-se a contagem inclusiva, onde o 1º dia e o ultimo foram incluídos na contagem, completando os Três dias, logo pela manhã. Hoje, amanhã e no terceiro dia ao amanhecer, cumpriu-se os três dias). IRs. 16.8,15;  IRs.15.1,2; IICr. 10.5,12, IIRs. 15.32,33; Gên. 40.18-20.
O dia civil judaico (período de 24 horas)  inicia-se às 18:00 horas e termina às 18:00 horas subsequente.  A noite vem primeiro que o dia, pois na criação do mundo o primeiro dia começou com a escuridão que foi transformada em luz: "Chamou Deus à luz dia, e às trevas noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia" (Gn.1:5). Daí em diante cada período de 24 horas foi indicado sucessivamente como "tarde e manhã" (Gn.1:5,8,13,19,23,31; 2:2).
Á noite de Sexta-feira(quinta para Sexta) em que Jesus foi Preso e torturado, faz parte do período da contagem, pois a contagem é inclusiva(Já falamos sobre o assunto), esta noite já está incluída, pois apresenta intimidade do período do prazo da morte e ressurreição de Cristo” três dias e três noites” não se iguala a 72horas, e sim a três dias conforme o próprio Cristo pronunciou. Cf. Mateus.16.21; João. 2.19; Lucas.9.22.  Confira o esquema abaixo:
Sexta – feira.                       1º dia.
Sábado.                                2º dia.
Domingo.                              3º dia.
Noite de Sexta.  (quinta para Sexta) 1ª noite obedecendo à contagem inclusiva.
Noite de Sábado.   (Sexta para Sábado) Segunda noite.
Noite de Domingo. (Sábado para Domingo) Terceira noite.
Cf. Lucas. 24.1,6,13 – Primeiro dia da semana (Domingo); Marcos. 16.9 – Primeiro dia da semana (Domingo)   
B) Pedro é avisado.  Mateus. 26.31,32.
C) Oração no Getsemane. (Lagar do azeite).  Mateus. 26.39.
A morte de Cristo teve alguns significados para nós, os quais são:
                               I.            Livramento da Morte.  João. 5.24,25.
                            II.            Vida com Cristo. Ef. 2.5.
                         III.            Livrou-nos das acusações. Rm. 8.1-4.
                          IV.            Imortalidade. Lc. 20.36.

2.  O Sepultamento.   Cristo ao morrer e ser sepultado,   levou consigo os nossos pecados ,culpas e enfermidades. Mt. 27.60; Is.53.4-8.
3. Ressurreição. Cumprindo-se a Palavra, ao terceiro dia Cristo ressuscitou. O terceiro dia era o 1º dia da semana(Domingo). Mt. 28.1; Lc.24.1; Mc.16.3.
A ressurreição de Cristo nos capacita a pregar o evangelho da salvação na unção do Espirito Santo.  Lc. 24.30-35; João. 20.21-23.
4. Provas irrefutáveis da ressurreição de Cristo. Ao ressuscitar Cristo aparece a algumas pessoas.
A.     Á Pedro(Céfas). Lc. 24.34.
B.     Aos apóstolos(Sem Tomé) Lc. 24.36.
C.      Aos apóstolos(Com Tomé) João. 20.24-29.
D.     Aos sete no lago Tiberíades. João 21.1-4.
E.      Aos 500 na Galileia. 1Co. 15.6.
F.      A Estevão. Atos. 7.55.
G.      A Paulo no Templo. Atos. 22.17-21.
H.    A João  em Patmos. Apoc. 1.10-19.
Muitos perguntam como será o corpo da ressurreição, a bíblia nos diz o seguinte:
Ø  Visível. Lc. 24.39.
Ø  Incorruptível. 1Co. 15.42-45.
Ø  Palpável. João 20.27.
Ø  Celestial. 2Co. 5.1-4.
Ø  Vivificado. Rm. 8.11.
Procurei apresentar neste breve estudo os quatro pilares que formam a essência do evangelho de Cristo. Não deixe de meditar com a ajuda do Espirito Santo de Deus. Sempre que for estudar, medite e confira as passagens de referência para um melhor entendimento do assunto. Lembre-se, nunca utilize um texto sem o seu contexto, procure saber o significado das palavras, seja profícuo.  Provérbios. 1.7.
  

Que o Deus de Paz continue nos concedendo graça e sabedoria para refutarmos as obras das trevas e seguirmos para o alvo que é Cristo Jesus.

Bibliografia.
Bíblia Sagrada. ARC.
Três dias e Três noites. Misael Corrêa Rocha. E d.Ados. 2009.
Minhas anotações Particulares. 2010. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

VESTIMENTA FEMININA.
INTRODUÇÃO.   O mundo hoje gira em torno da moda, basta aparecer algo diferente na televisão para todos no dia seguinte estarem usando. Sabemos que os veículos de comunicação, principalmente a televisão, têm ditado às regras da moda ou das vestimentas, aquilo que á alguns anos passados era tido como padrão de moralidade, hoje é careta é feio. Enquanto igreja, qual o nosso posicionamento diante de tudo o que vemos? Qual o padrão de vestimenta da mulher cristã? Será que a mulher cristã não pode vestir-se de acordo com a moda? Vamos analisar o que a Bíblia nos diz.
VESTIMENTA NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO.
A bíblia não nos fornece uma descrição exata de uma vestimenta feminina, como também não aplica um padrão de roupa a ser usada.  As vestes femininas eram muito parecidas com as vestes masculinas. Todavia, as diferenças devem ter sido suficientemente notáveis, visto que ao homem era proibido vestir-se com indumentárias femininas, e vice versa.  A diferença deve ter sido em material mais fino, mais colorido, e o uso de um véu  e uma espécie de  chale  para a cabeça, que podia ser usado para transportar cargas pequenas . As peças do vestuário mais comum das mulheres israelitas eram o Kuttõneth e o Simlâ.  A peça interna mais fina, o Sadhin(Pano de linho fino), também era usado  pelas mulheres.
 As vestes para as festas eram diferentes do vestuário ordinário apenas no sentido de que o material era de maior  preço. A cor preferida era o branco. Tecidos de Bisso, escarlata e purpura eram muito apreciados, as  mulheres gostavam de adornar seus vestidos com ouro ou prata.
COMO DEVEM VESTIR-SE AS MULHERES CRISTÃS?
ITm. 2.9,10.
V.9. Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não  com tranças, ou com ouro, ou perolas ou vestidos preciosos.
 Com trajes honestos. Quando o apostolo Paulo fala sobre a honestidade em trajar-se, com certeza estava orientando as mulheres a não vestirem-se como  as prostitutas.
Vestir-se com pudor (gr.aidos). O traje da mulher cristã deve cobrir todo o seu corpo, sem jamais ser objeto de cobiça pelos homens. As formas de um corpo feminino, bem como suas intimidades, devem somente ser expostas ao seu marido. Ao usar uma camisa com botões, abotoe todos eles, não deixe nenhum desabotoado, pois, entre um botão e o olhar pernicioso de um homem, é um passo apenas. Se utilizar calça jeans, que não seja muito apertada se for uma camisa de malha procure utilizar algo que não lhe sobressaia os seios. Lembre-se você é uma serva de Deus, uma mulher cristã e acima de tudo, não deve e não pode seguir o ritmo do mundo.  
A vestimenta deve ser modesta.  A mulher cristã pode utilizar uma pintura, cortar seus cabelos, fazer sua unha, dentre muitas outras coisas. A modéstia em vestir-se, esta em utilizar roupas de forma que não chame muito à atenção.
Não com tranças, ou com ouro, ou perolas ou vestidos preciosos.  Esta parte do texto é muito interessante, alguém pode perguntar, é pecado utilizar ouro? Poxa, será que é pecado utilizar tranças nos meus cabelos? Será que é pecado usar batom? Claro que não. Lembre-se tudo deve ser feito com simplicidade e coerência. Ao fazermos uma exegese deste texto, poderemos perceber que Paulo esta orientando as mulheres cristãs a serem diferentes das demais mulheres. Era uma pratica comum as mulheres trançarem seus cabelos com fios de ouro, provavelmente esse ato implicava em idolatria. Também as mulheres dadas a prostituição utilizavam-se desses recursos,afim de tornarem-se mais atraentes. Jamais um mulher cristã poderá parecer-se com uma mulher secular. Cf.Pv.7.9-18.
 Infelizmente em pleno sec. XXI há uma falta de conhecimento tão grande da palavra de Deus, que chega a dar medo. Muitos lideres proíbem as mulheres de cortarem seus cabelos, depilarem-se(Conheço denominação assim), não podem fazer as unhas, etc. Esses que assim procedem utilizam o texto de IIReis9.30. Uma tremenda alienação concernentes as coisas Divinas. Não há nada nas Escrituras que proíba a mulher de adornar e sentir-se bonita. Conforme disse anteriormente, tudo deve ser feito com pudor e discernimento.
Cf. Cantares. 3.6; 4.4-4; 6.4-8. Será que essa mulher estava vestida de qualquer jeito?
Cf.Cantares.1.10,11. A mulher estava adornada com enfeites.
Que o Deus todo poderoso nos livre da falta de sabedoria e tenha misericórdia de nossas almas. Os.4.6.

Bibliografia.
Biblia de Estudo Pentecostal. Ed.C.P.A.D.
Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos. Willian L. Coleman. Ed. Betania.
Novo Dicionário da Bíblia. Vol.III. Junta Editorial Cristã.
 Charlesilva73@yahoo.com.br.
Bacharel em Teologia. Faceten- Faculdade de Ciência e Tecnologia do Norte do Pais.
Professor da Escola Bíblica Dominical.


sábado, 5 de outubro de 2013

LIVROS APÓCRIFOS.
Significado.  Aquilo que está escondido, oculto, secreto.
 O nome apócrifo aplicava-se a principio a livros místicos de sentido esotérico que só se deveriam colocar nas mãos de uns poucos iniciados, capazes por isso mesmo de os entenderem, pois ao povo em geral eram inteiramente ininteligíveis. Nesse bom sentido foi que Clemente de Alexandria referiu-se aos livros apócrifos de Zoroastro, a saber, livros dos  ensinamentos mais profundos, ensinamentos ocultos, conhecidos como doutrinas “esotéricas” da religião de Zoroastro.
Veio depois a significar livros de autenticidade incerta, desconhecida ou duvidosa. Mais tarde significava literatura espúria, falsa ou fictícia. Finalmente aplicava-se aos livros heréticos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            
Atualmente dá-se o nome de livros apócrifos em sentido geral, aos livros religiosos dos Judeus produzidos na maioria dos casos no período que vai do ano 200 a.C. ao ano 100 a.C. ,  e que nunca foram incluídos no Cânon Hebraico. Alguns desses foram escritos mesmo em época posterior a esse período restrito e até já na era cristã. Nesse sentido, portanto, o termo apócrifo deve incluir todos os livros chamados pseudoepígrafos, pois são  da mesma natureza.
Na verdade do ponto de vista dos Judeus, todos os livros, quer tratem de história dos judeus, encerrem lendas sagradas ou contenham elementos apocalípticos, devem ser tratados como apócrifos.
Assim que se poderia dizer, que o termo apócrifo,  se deve aplicar á literatura de um período em que cessara  o espírito profético.
Quando a bíblia foi traduzida para o latim no século IId.c., o AT não foi traduzido do AT hebraico mas da versão em grego(septuaginta). Assim, os livros apócrifos foram incluídos na versão latina antiga da  bíblia.
A  ORIGEM DA QUESTÃO DOS APÓCRIFOS.
 Verifica-se  que o problema dos livros apócrifos  nasceu em Alexandria, Na  época em que se fez a tradução Grega do Antigo Testamento, e depois foram traduzidos também livros judaicos extra canônicos e reunidos a mesma coleção de livros da versão grega do Antigo Testamento canônico. Desde os dias de Jeremias os judeus começaram a afluir para o Egito e logo após a queda de Jerusalém outros refugiados engrossaram o núcleo da colônia que mais tarde se desenvolveu em Alexandria, que veio a tornar-se um dos três grandes centros  de judaísmo no mundo. A influência grega  em Alexandria era enorme e a mentalidade helenista dos judeus  dessa colônia  os tornou muito liberais e tolerantes em comparação aos judeus palestinos que cultivavam o espirito  conservador nacionalista e religioso em oposição ao espirito helenista. O gosto literário  de Ptolomeu Filadelfo e desses judeus  de Alexandria, o esquecimento gradual da língua hebraica por esses judeus e pelos da dispersão entre os gentios os faziam sentir o desejo de uma tradução do Antigo Testamento para o grego, o que só se explica no  ambiente literal e filosófico de Alexandria. Para os judeus   palestinos a simples tradução do Antigo Testamento para um língua de gentios consistia num  sacrilégio  e muito mais ainda a introdução de livros Extra canônicos no mesmo volume de livros do Cânon. Assim foi que se fez a tradução grega do Antigo Testamento, que recebeu o nome de septuaginta. Nessa versão  foram incluídos  os livros judaicos  apócrifos devido a falta de escrúpulos dos judeus helenistas de Alexandria.  Os apócrifos foram reconhecidos pela igreja Romana em 1546 no concilio de Trento em reação a reforma de Martinho Lutero.                      
                                               A IGREJA E OS APÓCRIFOS.   
Em relação aos apócrifos  a igreja tratou o assunto de acordo com a  época e o local, vejamos; I. Os padres gregos, tais como Orígenes e Clemente, que faziam uso da versão grega da LXX(Septuaginta), frequentemente citavam  este ou aquele apócrifo como “Escrituras”, “Inspirados”, “Escrituras Divinas”, ou “assim diz o Espirito Santo”, etc. Mais tarde os padres gregos abandonaram esse conceito do Cânon e passaram a fazer importantes discriminações nesse sentido, como por exemplo, Atanásio em 536 A.D., Mas por outro lado na igreja latina, Agostinho, que lia uma bíblia Latina os aceitou e exerceu influência em favor da aceitação desses livros nos concílios norte africanos de Hipona e Cartago. A razão provável da atitude de Agostinho quanto a esses livros, deve- se ao fato de ele ser acostumado com o uso de uma velha bíblia latina, que continha os apócrifos, e que fora traduzida da LXX(Septuaginta)  e não do hebraico.  
II. Os mestres e as autoridades relacionadas com a Palestina e familiarizados com o Cânon Hebraico declaravam apócrifos todos os livros ausentes desse Cânon.
III.Alguns entendiam que eles não podiam ser elevados á mesma categoria dos livros do Cânon hebraico, mas seriam de proveito moral, e instrutivo para leitura nos cultos públicos.  Eram conhecidos como “Eclesiásticos”.
Os três posicionamentos citados acima permaneceram até aos dias da reforma.
No dia 08. De Abril de 1546 o Concilio de Trento resolveu considerar Canônicos os apócrifos e lançou anátema(Maldição) contra os que não aceitassem os livros que os Concílios de Hipona e Cartago, sob influência de Agostinho, resolveram considerar canônicos.  Declaração da Igreja, “  Se alguém não receber como sagrados e canônicos os  ditos livros íntegros com todas as suas partes, como têm sido usados para serem  lidos na Igreja Católica, e como se contêm na velha Vulgata Latina........Seja anátema”
Desde então para a Igreja de Roma, todos os apócrifos da Vulgata devem ser considerados canônicos, exceção feita aos livros 3ºe 4º Esdras, e a oração de Manasses.
De outro lado todas as igrejas da Reforma já tinham se definido pelo Cânon Hebraico do Antigo Testamento.
Um exame superficial dos apócrifos mostra imediatamente que eles não poderiam ser equiparados aos Canônicos. Um livro  de moral deficiente, que ensine doutrinas erradas e contrárias ás que se encontram nos Canônicos, e que ensinem falsidades, não pode pertencer ao Cânon, a regra de fé e prática dada por Deus ao homem.
CONTEÚDO.
Veremos os doze livros que compõem os Apócrifos e suas principais deficiências.
I. 1º Esdras, que é chamado de 2ºEsdras na revisão luciânica da septuaginta e de 3º Esdras na Vulgata Latina.
 O debate dos três jovens narrado no livro, é adaptação de um conto persa, e pode-se discernir evidências sobre isso nos seus pormenores. É adaptado para servir de meio mediante o qual Zorobabel, guarda costas de Dario, ao vencer um  debate a cerca do maior poder(Vinho, Mulheres, ou Verdade?),  obtém a oportunidade  de relembrar ao monarca persa sua obrigação de permitir a reconstrução do templo. Comparação detalhada entre o mesmo Esdras da septuaginta demonstra que as duas obras  são traduções independentes do texto massorético(Texto original). 1º Esdras é provavelmente o mais antigo dos dois.
Deficiências do livro.  Em relação ao livro de Esdras Canônico, apresenta contrastes não apenas quanto ao texto, mas igualmente na ordem cronológica dos acontecimentos e dos reis persas, trata-se de uma tradução livre e idiomática.
II.  2º Esdras, que é o 4º Esdras da Vulgata. Também chamado de apocalipse de Esdras.   Essa versão, conforme atualmente encontra-se no Latim Antigo, é uma expansão feita por escritores cristãos sobre a obra judaica apocalíptica original.
O corpo original do livro consiste em sete  visões;
1ª. O vidente exige uma explicação para os sofrimentos de Sião, cujo pecado não é maior que do seu opressor. O anjo Uriel responde que isso não pode ser compreendido, mas que a era se aproximava em que raiaria a salvação.
 2ª. Israel, escolhida  de Deus havia sido entregue a outras nações; isso, igualmente, é declarado como algo incompreensível para os homens. A era vindoura seguir-se-ia á presente sem intervenção de qualquer intervalo, precedida pelos sinais do fim e por um período de conversão e salvação. Isso deveria consolar o vidente.
 C.  Pergunta por que os Judeus não possuem a terra; a resposta dada é que eles a herdarão na era vindoura. Várias outras questões acerca da vida após o túmulo e da era vindoura são abordadas, incluindo o pequeno número de eleitos.
 D.  Fala sobre uma mulher que se lamentava relatando as suas desgraças, a qual a seguir é transformada numa gloriosa cidade. Isso simboliza Jerusalém.
 E.  Conta sobre uma águia com doze asas e três cabeças, o símbolo de Roma, o qual é explicitamente declarado pelo anjo interprete como o quarto reino de Daniel 7. O Messias de suplantá-la.  Essa visão deve ser datada do Governo de Domiciano.
  F. Fala sobre um homem que se levanta do mar e que aniquila uma multidão antagônica. Isso é uma adaptação á visão de Daniel 7 sobre o filho do homem.
 G. Visão final (14 )trata de um tópico distinto da restauração dos livros sagrados dos Hebreus, feito por Esdras, por meio de uma visão e com a ajuda de escribas sobrenaturalmente auxiliados.
III.   Tobias. É uma curta história piedosa sobre um hebreu justo pertencente aos cativos do norte. Tinha um filho do mesmo nome. Sofreu perseguições e privações por haver socorrido seus colegas israelitas sob a tirania de Esar-Hadom.
Deficiências do Livro.
* Há demasiadas visitas de anjos e se diz que um deles viajou trezentas milhas em sua companhia, a pé. O anjo Rafael induz Tobias a mentir. Ele se apresenta como um tal Azarias, dos conhecidos de Tobias, mas depois se dá a conhecer como o  anjo Rafael, ensina uma história de sete
  anjos caírem prostrados perante o Santo, que parece influência de uma superstição
Persa e, o que é pior, que estes sete anjos apresentam a Deus as orações dos santos, sem base alguma nas Escrituras e em conflito com o oficio mediatório de Jesus.
*Um espirito mau se apaixona de tal modo por uma mulher que, enciumado mata os que com ela se casam, mas o coração e o fígado de peixe fumegantes afastam  o demônio, tanto do homem quanto da mulher .
* Atribui às esmolas a virtude de livrar da morte e purificar de todo o pecado, enfim prega a salvação pelas obras.
IV. Judite. Relata a historia de uma jovem e corajosa judia, bem como a queda do hospede de Nebuchadrezar por sua astucia.
Deficiências do Livro.
*Emprega palavras e condutas falsas.
* Ensina que os fins justificam os meios, sejam quais forem, e ela ainda ora á Deus para que abençoe esses meios.
* A falsa historia que ela contou a holofernes e os seus encantos pessoais.
V. Adições a Daniel.  Ao capitulo terceiro de Daniel e adicionada a oração de Azarias, proferida na fornalha, bem como o cântico do três hebreus, entoado para o louvor de Deus.
Deficiências do Livro.
*  A oração dos três moços na fornalha ardente, uma meditação piedosa, mas sem qualquer adaptação para o caso.
* A historia de Suzana, improvável  e inverossímil.
* A lenda de Bel e o Dragão, absurda e ridícula.
VI. Adições a Ester.   O livro canônico sempre causou uma certa dificuldade por não aparecer nele o nome de Deus e mais ainda pelo teor geral da historia    nele contida.  Os acréscimo contem aquilo que alguém entendeu  que faltava ao livro canônico   e que devia e podia ter sido dito pelos personagens do livro de Ester. O livro canônico foi escrito só em hebraico e encontra-se no cânon judaico. Os acréscimos encontram-se só na versão Grega e na Vetus Latina, pelo que se pensa que teriam sido escritos pelo tradutor de Ester para o grego.
VII. Oração de Manasses .  Afirma apresentar a oração a respeito da qual há referencia  e m 2ºCronicas33.11-19. Na opinião da maioria dos eruditos é uma composição judaica e provavelmente foi escrita originalmente no hebraico.
VIII. Epistola de Jeremias. É um típico ataque judaico helenista contra a idolatria, disfarçado como uma carta de Jeremias aos exilados na Babilônia , semelhante  àquela mencionada em Jr. 29. Os ídolos são ridicularizados; os males e loucuras ligados aos mesmos  são expostos e os judeus cativos são instruídos a nem adora-los nem teme-los. É escrita em bom grego, mas pode ter tido um original Aramaico.
IX. Livros de Baruque.  Alegadamente é obra do amigo amanuense de Jeremias. A obra é breve, mas na opinião dos eruditos é uma obra composta, atribuída a dois, três ou quatro autores. Há nesse livro graves erros históricos.
Deficiências do livro.
* Refere-se ao Templo como de pé, mas o templo fora queimado por Nabucodonozor ao tomar a cidade de Jerusalém.
* Fala-se que  Deus ouve as orações dos mortos de Israel.
* Baruque se diz que esteve em Babilônia, quando ele foi com Jeremias para o Egito depois da queda de Jerusalém.
X. Eclesiástico. Nome dado em seu titulo grego á sabedoria de Jesus Ben-
Siraque nascido na Palestina, vivia em Jerusalém, e porções de sua obra sobrevivem no hebraico original, em manuscritos do Cairo Geniza. Pertence a classe da literatura de    Sabedoria, mas difere dele grandemente porque seu cunho é Palestino e não Alexandrino, não exibindo o menor traço de cultura grega que caracteriza o “Sabedoria de Salomão”. Revela do principio ao fim o espirito hebreu e segue os moldes hebreus.     Sem dúvidas é o mais antigo dos apócrifos, e derrama luz abundante sobre o período  a que se atribui sua composição.
Deficiências do Livro.
*Há muitas passagens que estão em desacordo com o espirito e os ensinos da Palavra Inspirada.
* Ensina-se a justificação pelas obras.
* As esmolas expiam pecados.
* Honrar pai e mãe expia pecado.
* Abandonar a injustiça expia pecado.
* Permite-se o trato cruel dos escravos e ódio aos Samaritanos.
* Há preocupação de fazer mais o que parece bem aos homens do que aquilo que é aceitável aos olhos de Deus.
* Encoraja-se o gozo dos prazeres em geral porque a vida é  breve.
XI. Sabedoria de Salomão.  É talvez o ponto alto da literatura da Sabedoria Judaica. Suas raízes encontram-se na corrente da literatura da Sabedoria, que pode ser encontrada no Antigo Testamento e nos apócrifos, mas aqui se acha sob influencia do pensamento grego e o livro atinge uma melhor formalidade e precisão do que noutros exemplos desse tipo literário.
Deficiências do Livro.
* Não apresenta a sabedoria de Salomão, mas a filosofia Alexandrina.
*O livro pretende ter sido escrito por Salomão, mas refere-se ao povo de Deus como sujeitos aos seus inimigos, o que nunca aconteceu na época de Salomão.
* Parece ensinar a doutrina da emanação, a preexistência da alma, cujo destino mortal é determinado pelo seu caráter  antes de vir a este mundo.
* O corpo material se considera como um  peso e prisão da alma, doutrina que não tem  base nas Escrituras.
*O livro exagera o milagre, por amor do maravilhoso apenas, como quando diz que o maná era agradável aos diferentes gostos, adaptando-se ao paladar que cada um desejava.
* Apresenta uma origem muito superficial da idolatria.
XII. 1º E 2º Macabeus.  O 1º Livro cobre os acontecimentos entre 175 e 134 A.C., isto  é, a luta contra Antíloco Epifânio.   O livro termina com um panegirico  a João, e evidentemente foi o mesmo escrito após a sua morte, verificada em 103 A.C. Originalmente escrito em Hebraico, foi traduzido no estilo literário de partes da septuaginta, o alvo da obra é glorificar a família dos Macabeus, vistos como campeões do Judaismo.  O 2º Livro é obra de origem diferente  seu tema cobre muito da mesma historia de seu homônimo , mas não prossegue a historia além das campanhas e derrota de Nicanor. Seu autor é desconhecido.            
Deficiências Dos Livros. 
*  1º  Livro.  Contém diversos erros Geográficos e históricos.
*  2º Livro. Abunda em lendas e fabulas, como a da preservação do fogo sagrado.
*Ocultamento do Tabernáculo com  a arca e o altar do incenso por Jeremias no monte Nebo.
* Justifica o suicídio.
*  Autoriza a oração pelos mortos.
* O autor não se julga Inspirado.                                    
O Concilio de Trento constituído de número reduzido de prelados, representando um território limitado da igreja, longe de poder ser considerado ecumênico impôs  a igreja toda a aceitação dos apócrifos como canônicos , de inspiração e autoridade iguais aos do cânon hebraico, de encontro a toda a evidencia histórica anterior. Estribando-se não na competência, mas na sua autoridade, lançou o anátema contra quem os rejeitasse. Desde então a discussão cessou na igreja Latina.


Bíbiografia.
*NovoDicionário da Bíblia vol.I. Junta Editorial Cristã.
*O canon do Antigo Testamento. Guilherme Kerr- Imprensa Metodista- São Paulo.1952.

O material apresentado acima foi compilado das obras citadas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Métodos de Tradução da Bíblia.


Existem dois métodos básicos de tradução das Sagradas Escrituras.

Tradução palavra por palavra. Permanece tão próxima quanto possível das palavras e da estrutura das frases do original. (Essa também é chamada a abordagem da “equivalência formal”.) No  entanto, uma tradução feita rigorosamente palavra por palavra frequentemente acabaria sendo incompreensível para os leitores a que se destina, pelos seguintes motivos.

A cultura. Por exemplo, uma tradução literal da expressão Americana “ir á  rebatida por alguém”  em alemão ou Suaíli não faria sentido  para leitores não familiarizados com o beisebol.

A Linguagem.  Uma palavra em determinado idioma pode não ter um equivalente exato em outro idioma. Temos, por exemplo, duas palavras, fé e crença, para expressar o que muitos idiomas dizem com uma só palavra(por exemplo, Gaube, em alemão). A distinção entre a fé(uma atitude de confiança) e a crença(aquilo que aceitamos como verdade) não pode, portanto, ser expressada por uma simples tradução palavra por palavra. Pela proposição inversa, a palavra hebraica shalom não tem equivalente exato em português. Um dos significados é paz, mas shalom é muito mais abrangente: inclui: inclui integridade, saúde, bem-estar. Em Gênesis 29.6, por exemplo, Jacó pergunta literalmente:” é shalom para ele?” A tradução na maioria das nossas versões, é: “Ele vai bem?”  A maior desvantagem na tradução palavra por palavra, é que frequentemente não é de leitura fácil ou agradável.

Tradução pensamento por pensamento( também chamada abordagem de equivalência dinâmica”). Aqui a intenção é traduzir de tal maneira que os leitores da tradução percebam o mesmo significado que os leitores originais. Tem como vantagem ser uma leitura mais fácil e agradável que as traduções palavra por palavra.

Preservação do Texto Bíblico.

O  Texto do Antigo Testamento.

Todas as cópias do texto bíblico tinham que ser feitas a mão, e nem todos os escribas eram igualmente cuidadosos. As vezes, anotações , comentários escritos nas margens do texto eram erroneamente incorporadas no texto no decurso da cópia. Já muito tempo antes do tempo de Cristo, um esforço combinado estava sendo feito para padronizar o texto hebraico e torná-lo o mais fidedigno possível. Esse trabalho mostrou-se tanto mais complicado porque a escrita hebraica usada no Antigo Testamento era diferente da escrita aramaica adotada posteriormente(as letras quadráticas ainda usadas no hebraico moderno impresso). Além disso, somente as consoantes eram escritas, ao passo que as vogais eram omitidas(embora, posteriormente, sinais fossem acrescentados para indicar vogais longas). E, finalmente, já no século VIII  a.C., o hábito de separar  palavras com pontinhos ou traços de pena desapareceu, de modo que todas as letras eram simplesmente escritas juntas.

 O Texto Massorético.

 O texto hebraico, sem vogais nem acentos, estava razoavelmente definido já no fim do século Id.C., os chamado massoretas(nome derivado de “tradição” em hebraico) acrescentaram um sistema de pontinhos e traços embaixo, acima e na lateral das consoantes para garantir  que o texto fosse lido corretamente.(Havia originalmente três sistemas separados – o babilônico, o palestinense e o tiberiano; o sistema tiberiano de “pontuar as vogais” é o que está em uso.)

O Texto do Novo Testamento.

O Novo testamento foi escrito em Grego, o idioma da maioria dos primeiros cristãos. Pelo que sabemos, os manuscritos de todos os livros do NT foram perdidos. Desde os primórdios, cópias desses escritos preciosos começaram a ser feitas, visando a distribuição para as igrejas, e depois, cópias de cópias, e depois cópias de cópias de cópias, geração após geração, á medida que se envelheciam os exemplares mais antigos.



Temos todos os Textos Originais da Bíblia?

Essa é uma dentre  muitas perguntas as que muitos de nós já fizemos antes. Perguntas do tipo,  Como posso ter  a certeza de que estou lendo um material fidedigno? Será que o material que está em minhas mãos não foi adulterado?

Vejamos;

O AT.

O Texto  do Antigo Testamento foi fixado definitivamente depois do século I d.C. Os manuscritos mais antigos que possuímos, os rolos do mar Morto, de Qumran(que remontam  ao século I a.C., no mínimo) concordam essencialmente(com variações secundárias) com o texto hebraico que temos hoje. A não ser que se descubram manuscritos de uma data antiga mais recuada( o que não é muito provável l), devemos tomar por certo que o qual texto hebraico do AT é de fato uma cópia exata do texto original.





O NT.

Os manuscritos mais antigos do NT que hoje possuímos também foram copiados alguns séculos depois de terem sido escritos os livros ou as epístolas. Como então ter certeza que os escribas não cometeram erros e nem fizeram alterações internacionais?

Já de inicio possuímos milhares de manuscritos que contêm a totalidade do NT ou porções dele. Embora haja diferenças entre esses manuscritos quanto aos pormenores, nenhum desses detalhes nos leva a duvidar da verdade da fé cristã.

Nem por isso deixa de ser importante envidar todos os esforços para determinar quais dessas variações (chamadas variantes ou texto variantes) teriam maior probabilidade de serem as corretas.

Dificuldades da Bíblia.

Não há  na Bíblia contradições históricas, nem cientificas, nem doutrinárias. As dificuldades da Bíblia são todas do lado humano, tais como:

*Tradução mal feita.

*Estudo superficial.

*Má compreensão do Texto.

*Incapacidade Humana.

*Idéias preconcebidas.

*Falsa aplicação do Texto.

*Falhas de editoração.

*Interpretação forçada.
               
*Dificuldades Linguísticas.

*Línguas originais antigas. Línguas essas que evoluíram tremendamente.

*Linguagem figurada em abundância. Este é um fato comum na Bíblia.

*Diferentes gêneros literários. Isto, por serem muitos os escritores.

*Má tradução da línguas originais. Isto constitui  séria dificuldade.

*Língua materna do falante..

*Dificuldades Geográficas.

*A Bíblia foi escrita em lugares de três continentes (Europa, Ásia e África), contendo portanto expressões, imagens mentais e pensamentos bem diferentes entre si.

*A Bíblia cita lugares com mais de um nome cada um.

*A Bíblia da um mesmo nome a diversos lugares.

*A Bíblia trata de lugares que há muito trocaram de nome.(Pises, cidade, montanhas, rios, etc.)

3. Dificuldades Antropológicas. Como já foi citado, este é um tipo de dificuldade advinda do homem.

4. Dificuldades Cronológicas. A Bíblia quando menciona datas, fá-lo com base em eventos importantes, mas particulares. Os Escritores da Bíblia não dispunham de um sistema de datas, como temos no mundo ocidental. Daí toda a cronologia bíblica ser incerta

5. Dificuldades Imaginárias e Preconceituosas. Essas dificuldades advêm do nosso modo humano de pensar, de julgar e de ver as coisas, e, nessa situação, queremos interpretar a revelação Divina.

6. Aparentes Contradições. Como na palavra de Deus não existe contradição, o que muitas das vezes lemos como tal é apenas ilusório.

Ex. Atos. 7.15 x Gênesis 46.27. Cf. Nm. 26.35. 1º Reis 8.12 x 1ª João. 1.5.  1ª João 2.15 x João 3.16.  Não esqueça, confira as passagens e tente resolver as aparentes contradições.  

   7. Dificuldades reais da própria Escritura.

Lc. 16.9;  1ª Pedro. 3.18,19.

8. Dificuldades Cientificas. Quando a Bíblia aborda fatos científicos ela o faz não na linguagem técnica especializada da ciência, mas na linguagem do povo comum. Isto, tem se constituído numa das dificuldades da Bíblia.

*A Esfericidade da terra.   Is. 40.22

*As estrela são incontáveis. Jr. 33.22

*O Universo envelhecendo. Sl.102.25-27

*Fogo na crosta interior da terra. Jó.28.5

*O frio vem do norte. Jó 37.9

*A luz tem “caminho”, não “morada” permanente. Jó. 38.19.

*A terra suspensa no espaço. Jó 26.7

*O ar tem peso. Jó 28.25

*Os elementos físicos  do Cosmos são mais antigos do que os biológicos. Gn. 1.1,24

*O vento vem do Sul. Ec.1.6.


9. Declarações e ensinos sobre Deus expressos em forma humana.

São os antropomorfismo e os antropopatismos, tão comuns na Escritura.

 Ex. 1º Samuel. 15.11; 29( Deus”arrepender-se”)  Antropopatismo. Deus com sentimentos humanos.

Gn.18.1-8. Antropomorfismo. Deus assumindo uma forma humana.

10. Declarações e ensinos da Bíblia sobre o céu e a vida futura, expressos em linguagem humana. É o caso das visões das coisas Celestiais de Ezequiel, como temos no capitulo 1 do seu livro(os desconhecidos seres viventes). E também o caso das visões de João, o apóstolo, descritas no livro do Apocalipse, quando João procura comparar as coisas Celestiais com as terrenas para poder expressar-se sobre o que viu no céu.

11. Declarações e ensinos calcados no mundo físico, porém, em referência ao mundo espiritual.   Ex.  As parábolas de Jesus.

12. Fatos abordados e tratados pela Bíblia, que só serão conhecidos no futuro.

Dn . 12.7-9.

Foram abordadas algumas dificuldades com relação ás Sagradas Escrituras, porém, ela permanece como um livro completamente inspirado, regra de fé e prática de todo o crente, nossa bussola como guia em um mar revolto, nos indicando a direção correta. Nunca deixe de meditar nas Sagradas Escrituras.    























terça-feira, 17 de setembro de 2013

O PECADO.
Texto Base. Rm. 3. 23-25.
Introdução:  Abordar o assunto pecado nos dias atuais, é como “andar sobre  ovos”. Vivemos um período no qual as igrejas não pregam mais sobre o pecado, o mundanismo  e as praticas profanas infestam diuturnamente a vida d`aquela(a igreja física) que deveria ser luz para este mundo em trevas. Só será possível uma mudança no rumo das coisas, quando entendermos o que é o pecado, e como combatê-lo.  
ETMOLOGIA.
PECADO – [ Do Hb.hattah; do gr. Hamartios; do latim, peccatum]
Transgressão de liberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. Podendo significar ainda, errar o alvo estabelecido por Deus ao homem, contravenção, injustiça, f alta de lei, etc.
A ORIGEM DO PECADO.
Aprendemos através das Sagradas Escrituras, que o pecado originou-se no céu, através da transgressão de lúcifer, e na  terra teve sua origem no jardim do Éden através da transgressão de Adão e Eva. Vamos analisar ambas as origens.
A ORIGEM DO PECADO NO CÉU.
Na  verdade, antes de  acontecer na terra, o mal se originou no céu. O mal nasceu no coração de um arcanjo que vivia na presença de Deus. Isto é um grande mistério, todavia, continua sendo a essência do ensino cristão acerca da raiz do mal. Cf. Ezequiel 28.12-19.  De acordo com o livro do apocalipse, outros anjos seguiram o mesmo caminho.  Um terço deles aderiu ao motim de Lúcifer, e se transformaram em demônios. De forma clara, portanto, vemos que o pecado já havia ocorrido fora deste  nosso mundo; houve pecado no céu, antes dele ocorrer na terra.
A ORIGEM DO PECADO NA TERRA.
A história do pecado de Adão e Eva é infame, pois o casal perfeito foi o responsável pela entrada da imperfeição no paraíso  perfeito.  Ao tentar Eva, satanás desfechou seu ataque contra a integridade e a veracidade de Deus, e a alegação mediante a qual ele seduziu a mulher, foi que ela e seu marido seriam tais como Deus, conhecendo tanto o bem como o mal. Foi para essa ímpia aspiração que a atenção da mulher foi atraída, e é especificamente  na reação dela, indicada pelas palavras “árvore desejável  para dar entendimento” que encontramos o movimento de desvio e de apostasia no coração e na mente de Eva.  A sedução de Eva e a posterior queda do homem se deram de forma bem sutil e elaborada.  vejamos;
1. Satanás aproximou-se e iniciou um dialogo com Eva.   A través do  dialogo  a serpente conseguiu implantar a dúvida  no coração de Eva  em relação  as ordens de Deus.  Eva havia ouvido as instruções Divinas, porém não  as guardou em seu coração.  Nos dias atuais convivemos com pessoas que são facilmente seduzidas por  sublimidade de palavras, são alvos fáceis, pois, emprestam seus ouvidos ao serviço de satanás , e dessa forma passam a profanar as coisas Divinas. Deus não quer meros conhecedores da Palavra, ELE conta com aqueles que meditam, guardam e praticam a sã doutrina. Dt. 11.18;28.1; Sl. 119.105.Js.1.8.
2. Os olhos de Eva cobiçaram a árvore e seu fruto.  Eva após ouvir satanás(serpente) falar, teve sua atenção voltada para a árvore . Os olhos viram,  e logo surgiu o desejo de possuir aquilo que Deus havia proibido.  Milhares de pessoas têm sido levados ao engano por acreditarem naquilo que seus olhos comtemplam, e logo, desejarem possuir.  Assim como Eva, o homem têm abandonado á Deus para ir em  busca de riquezas, seus olhos perderam a capacidade de olhar para Cristo. Os olhos dos homens do presente século estão voltados para as coisas terrenas, Deus foi esquecido, o homem olhou para o banquete de satanás e está sendo tragado.  Oséias. 4.6; Is1.3; 59.2.
3. O Coração de Eva desejou algo que pertence somente á Deus, a eternidade.   O pecado não se origina em ação ao acaso, mas procede  do coração e da mente. A depravação do coração se expressou na transgressão contra o mandamento Divino.  Ez. 28.15,26. Gn 3.6.
Eva permitiu que satanás (serpente) afrontasse a ordem dada por Deus com relação a árvore que estava no meio do jardim, essa reação mostra que o inimigo havia conquistado a simpatia de Eva, e dessa forma passou  a desejar aquilo que lhe era apresentado, ou seja, a eternidade.  Podemos apontar esse tipo de concupiscência como a origem do pecado na terra.
CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA  VIDA DO HOMEM.   
Assim como no céu o pecado teve como consequência imediata a expulsão de lúcifer e seus  anjos do céu, aqui na terra o pecado também teve consequências serias na vida do homem.
1.  A Morte Espiritual.  A morte  espiritual simboliza a perda da comunhão com Deus. No instante em que o homem pecou, ele experimentou o isolamento espiritual de Deus; isto fica evidenciado pela vergonha que ele sentiu a ponto de esconder-se de seu criador.   Todo o descendente de Adão, toda pessoa nascida de pais naturais desde o tempo da queda, também está espiritualmente morta. Gn. 3.7,8; Is. 59.2; Sl 51.5; Ef. 2.1, 4,5;Jo. 3.3,5-7; 1ªPed. 1.23; Tito.3.5-7.
2.  A Morte Física.  Quando tomou parte do fruto proibido, Adão começou a morrer fisicamente, apesar da mentira de satanás de que ele não morreria.  A morte física é o resultado inevitável do pecado de Adão, não somente para si mesmo, como também para todos os seus descendentes naturais, a exceção de Cristo. Gn 2.16,17; Rm 5.12-14.
3. A Morte Eterna. Se Adão não tivesse aceitado a provisão de salvação feita por Deus, ele teria, em algum momento experimentado o que a Bíblia chama de  “segunda morte”, que é a separação eterna de Deus.
A morte eterna implica em não ter o nome inscrito no livro da vida, e perecer eternamente.  Apoc. 20.14,15.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            


FATORES QUE LEVAM O HOMEM A PECAR.
Desde a queda no éden que o homem vem sendo seduzido e levado a pecar contra Deus. Existem alguns fatores que favorecem a pratica da iniquidade por parte do homem, tais quais;
1.  A Falta de Santidade. Se a natureza moral de Deus é o padrão final acerca daquilo que é correto, e se Deus é absolutamente  Santo, conclui-se que o pecado é a ausência da Santidade. Quando Israel saiu do Egito, da casa de servidão, Deus ordenou que não houvesse mistura entre seu povo e o povo da terra a qual eles iriam habitar.  Israel fez tudo ao contrario do que Deus lhe havia ordenado, prevaricou, adorou outros deuses, enamorou-se das mulheres dos povos da terra, por final, afastou-se de Deus.
  Assim como Israel no deserto, o homem perdeu seu referencial em Deus, passou a observar e ter como padrão moral as coisas do mundo.
Nossos cultos hoje são verdadeiros espetáculos circenses, onde as pessoas são iludidas, a palavra da verdade não é pregada, tudo gira em torno do homem, é o verdadeiro humanismo dentro da igreja.  Quando se tem a oportunidade de entoar algo para Deus, se observar um verdadeiro festival de heresias e falta de conhecimento bíblico em  diversas letras de canções “pseudogospel”, com certeza, Deus não recebe este tipo de adoração.
2. A injustiça. Mesmo sendo a justiça um atributo moral de Deus, ela é também uma das suas características comunicáveis e que pode ser possuída por suas criaturas.  O homem que não pratica a Justiça, não tem parte com Deus. Praticar a justiça implica em amar o irmão, assim como Cristo nos amou, perdoar como Cristo nos perdoou, suportar e entender as fraquezas do seu próximo como Cristo nos entende, anunciar o Reino de Deus aos sedentos.  Sabendo que a injustiça opera o mal, corramos para praticar o bem, não como os fariseus que sempre esperavam o reconhecimento terreno de suas ações, mas como cidadãos do céu que esperam uma recompensa gloriosa em Cristo Jesus.  Seja instruído em toda a justiça, busque-a de todo o coração, submeta-se a   ela , seja dela um escravo, e por fim pratique-a . 2ªTm. 3.17; Mt.6.33; 1ªJo. 3.7; 1ªCo. 6.9,10.
3. A Imperfeição Moral. Como a natureza moral de Deus é o padrão da perfeição, conclui-se que tudo aquilo que é imperfeito é pecaminoso por natureza. Assim, a bíblia  exorta os crentes á perfeição, por meio da busca da sua Vontade  perfeita. Além disso, devemos permanecer “firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus”. Em suma, pensamentos, intenções, ou ações imperfeitas são pecaminosos, e o padrão  ilibado de perfeição absoluta do Deus Santo claramente não poderá ser atingido pela carne humana, mas somente pela capacitação que vem do alto. Fp.2.13; Mt.5.48 ; Rm.12.2; Hb.6.1;Cl.4.12
4. A Falta de Amor.  Se Deus é o nosso padrão final de moral e amor,  então faltar com amor é pecado.  Deus através de sua Santa Palavra nos orienta  a vivermos em amor, se Deus ama devemos de igual modo amar e termos a capacidade de convivermos em comunhão.  Quando não pratico o amor para com o meu próximo(irmão), muito menos consigo conviver com ele, com certeza o amor do  Pai também não está  em mim. Mt. 5.43,44; 22.37; Lv.19.17; 1ªJo.4.20.
5. A Mentira.  Deus é a própria verdade, logo se praticamos a mentira não temos parte com ELE.  A mentira é pecaminosa, tem como pai ao diabo. Se homem passa a praticar  a mentira em sua vida cotidiana, ele torna-se filho do diabo, pois, esta utilizando algo que lhe é peculiar. A mentira jamais devera estar nos lábios dos servos de Deus, com atenção de que os mentirosos não  herdarão o céu.   Ev. João. 8.44; Apoc. 21.8.  
     
Que o Senhor continue a nos orientar, nos dando graça para permanecermos na verdade, que é Cristo Jesus.
 Bibliografia.
Bíblia Sagrada. ARC.
Biblia de Estudo Almeida. ARA.
Novo Dicionário da Bíblia. Vol.III.
Dicionário Teológico. Nova Edição – Revista e Ampliada.    de Andrade, Claudionor Corrêa.
Manual d e Teologia Sistemática.  Geisler, Norman

Charlessilva73@yahoo.com.br.
 Mestre em Teologia Bíblica.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A SANTIFICAÇÃO.
Texto Base: Hebreus. 12.7-11.
  Ser santo nos dias de hoje é muito difícil, quando a humanidade está sendo levada impiedosamente para a prática do mal.
  Mas se Deus requer de seus filhos que vivam em santidade, é porque isso é possível. Mesmo que para conseguir tal situação seja necessário que o crente abra mão de muita coisa que aprecie.

 Santificação: Ato, estado  e processo de tornar-se santo, é realizada na vida do salvo pela ação do Espirito Santo. IITs.2.13; IPed.1.2.


COMO ALCANÇAR A SANTIFICAÇÃO?

 Entendemos que a santificação é um processo no qual o crente  vai adquirindo ao longo da caminhada com Cristo Jesus. Cristo chamou ao seu ministério para serem apóstolos,  homens, muitos deles rude, homens de temperamento forte, outros ligados as coisas terrenas. No entanto durante a caminhada com Cristo, esses homens foram aperfeiçoados no caráter, no trato e no conhecimento do Reino de Deus, foram esses homens que Cristo enviou para pregar o Evangelho pelo mundo. Lc.9.1-6; João.17.
 
Seguem-se alguns passos que os quais o verdadeiro crente precisa trilhar em busca da santificação.

Separação do mundo e seus ídolos. IICo. 6.17,18.Tg.1.26,27; 4.4; IJoão.2.15-17;  IITm. 2.1-4. O homem que busca a santidade em Cristo Jesus não se embaraça com as coisas desse mundo, antes tem seu prazer na lei do Senhor.
Dedicação em fazer a vontade de Deus. IITm.2.9-13;4.7; Tito.3.1-5. O nosso servir ao Senhor precisa estar acima de qualquer coisa, não podemos levantar barreira no servir a Cristo, sabendo que o nosso galardão está reservado para o grande dia, façamos a obra enquanto é dia.
Purificação. Hb .9.13,14; Ef.5.26,27;IJoão.3.2,3. É o processo pelo qual o crente procura viver uma vida santa e digna na presença do Senhor, fugindo sempre da aparência do mal, não tendo prazer em assuntos que corrompem os bons costumes. Procurando correr a carreira que lhe está proposta por Cristo Jesus, a Vida Eterna.
Consagração. Rm12.1,2;IPed.1.16, Lv.11.44;Js.3.5. O ato de consagrar-se á Deus envolve bem mais que uma simples colaboração na obra do Reino, ou doações que você possa fazer para contribuir. Consagrar-se é você entregar sua vida totalmente ao Salvador, e a cada dia ter o desejo de ser igual a Ele, viver igual a Ele, Perdoar igual Ele perdoou. Não podemos esquecer, que a santificação, ou consagração só vem mediante a muitas horas de choro e suplicas aos pés do Senhor.



O CAMINHO PARA A SANTIFICAÇÃO.

  Deus enviou Moisés e Arão até a presença de Faraó para que o rei liberta-se seu povo, mandou-lhes dizer que o povo deveria sair do Egito e caminhar um caminho de três dias para que ali no deserto lhe prestasse culto. Esse era para Israel um caminho para a Santificação, o qual foi escolhido por Deus. Podemos dizer, sem forçar o texto, que Saulo de Tarso encontrou Cristo no caminho de Damasco, e que aquele caminho lhe tornou um caminho de Santidade, pois, a partir dali morria Saulo o perseguidor e nascia Paulo o perseguido por a mor de Cristo. Êx.5.1-5; Atos.9.
 Deus nos aponta o caminho, mas, exige de nós alguns requisitos ou observâncias. Vejamos:

Estudo Sistemático da Palavra de Deus. João.5.37-39;Is.8.19,20;34.16.
O estudo d a palavra de Deus nos aponta o verdadeiro caminho a ser seguido, aqueles que buscam na Lei do Senhor  e meditam todos os dias, jamais serão    enga nados, pois, esses conhecem o seu Pastor, e o segue.
Arrependimento. At.11.17,18;26.19,20;IIPed.3.8,9.  Pesar sincero de algum ato ou omissão; contrição. Desistência da causa feita ou empreendida. Todos os que desejam alcançar a santificação e aproximar-se de Cristo, precisam primeiramente arrepender-se de seus pecados e humilhar-se aos pés da cruz.
Perdão.Cl.3.13;   IJoão.2.12. Perdoais uns aos outros, assim como Cristo também nos perdoou, sabendo que o perdão faz um coração sadio, uma mente santificada, locais onde Deus pode operar na vida do crente  . Perdoe, Cristo t  também te perdoou mesmo com todos os seus defeitos, lembre-se disso.
Justificação. Rm. 5.1 ;Rm 2.13; Tt.3.7; Ef. 2.13-16. Não existe mais nenhuma acusação contra o regenerado que seja l evada em conta. Jesus levou na cruz todas as nossas ofensas, hoje somos livres.




A SANTIFICAÇÃO NA VIDA DO HOMEM.

  A vontade de Deus é que seus filhos sejam santos. O homem é um ser tricôtomo(Constituído em três partes a saber; Espirito, alma e corpo), por esse motivo nada atua separado na vida desse individuo, tudo precisa ser santificado.

A santificação do espírito do homem. Sl.32.2; 51.10-12;II Co.7.1. É com o espirito que o homem toma consciência do bem e do mal, do que é certo e do que é errado. É com o espirito que nos ligamos a Deus.
A santificação da alma. Fp.2.2-5;4.7,8; IPed.1.22.  A alma é a sede da vontade, dos sentimentos e das emoções. A alma está ligada ao sentimento humano, se nossos sentimentos forem puros, as nossas ações também serão puras.
A santificação do Corpo.ICo.3.12-20;Rm.12.1; 1Co.12.27. O corpo precisa ser puro, porque é o templo  do Espirito Santo de Deus. O corpo atende ao comando do espirito e da alma. Sem a santificação completa do corpo, ninguém verá ao Senhor.
ANDANDO NO ESPIRITO.

Sem a ação do Espirito Santo de Deus ninguém alcançará a salvação. A santidade e a salvação não são definidas por lei, mas pela graça. (lembre-se, graça é favor imerecido, feito por nós na cruz do calvário). O processo de um viver puro, um compromisso sério e total do cristão com Deus, incluindo todo o seu ser; espirito, alma e corpo. “Andar no Espirito” indica que a maneira de viver, de agir, de praticar os hábitos diários deve m ser executados sob a influência do Espirito Santo. Rm.8.1,14-17.  
Andar no Espirito significa que teremos:

Uma luta constante. Rm. 7.15-25; Ef. 6.12; Fp.1.27; I Ts. 2.2; Cl.2.1.
    O bem e o mal estão sempre lutando, porque são reinos opostos. Um deles sairá vitorioso. Sabendo que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas sim, contra as potestades, devemos nos aproximarmos mais e mais de Cristo para sermos vitoriosos.
Que negarmos o mundo. I Ped.4.1-5, João.17.16; Gl.2.20.
     O exercício da santidade exige a completa renúncia e o afastamento de toda a sorte de pecado.
É inconcebível que um cristão que se diga santo compartilhe simultaneamente com a desonestidade, mentiras , imoralidades, inimizades ou aceite ofertas mundanas e indecorosas. Quando o cristão,  nega os seus desejos, a sua própria vontade, deixando a vontade Divina prevalecer, ele passa a viver diferente, somente na dependência do Eterno Salvador.

PRATICANDO A SANTIDADE.

 Já vimos várias etapas da santidade na vida do homem de Deus, agora deveremos aprender a coloca-las em prática.  Como deveremos fazer para praticar a santidade?

Mortificar a carne e seus desejos. Rm.8.13,14;Cl.3.5-10. Naturalmente sabe que elas existem, são manifestas em toda parte, e até desafiam o crente, porque elas provém de satanás. O crente alicerçado em Cristo Jesus vence a carne e se torna mais do que vencedor.
Produzir o fruto do Espirito. Gl.522; João.15.5; Fp.1.11.  O fruto do Espirito está acima das qualidades morais.
 O homem por si só produzirá somente obras da carne como fruto natural do esforço humano. O fruto nasce da atuação do principio Divino que opera na criatura.
O fruto do Espirito é, pois, a reprodução daquilo que o crente recebe do Senhor.
O fruto do Espirito tem como qualidade o amor, que é o fundamento da salvação.
Tudo mais se edifica, se desenvolve, toma força se for baseado no amor. Aquele amor que teve inicio no próprio Deus e que foi demonstrado por Jesus, deve ter lugar no coração do Crente.


Conclusão: Entende-se, portanto que a santificação vem depois que a pessoa crucifica sua carne, isto é, morre para o pecado e ressuscita com Cristo  para viver em novidade de vida.
Pra uma nova criatura é possível sim, viver em santidade.
Negar-se a si mesmo  não é fácil.
Isso só acontecerá com a intervenção do Espirito Santo de Deus.



Atividade para fixação.

1. O que você entende por Santidade?


2.O que devo fazer para andar no Espirito?


3. O que o homem precisa fazer para aproximar-se de Deus?


4. Em uma folha em branco trace uma linha vertical no centro da folha, do lado direito escreva “ Homem novo” e a esquerda “ Homem velho”. Faça uma relação nas respectivas colunas daquilo que você deixou para trás e daquilo que está praticando atualmente. Abaixo coloque uma observação sobre suas dificuldades e apresente-as á Deus.

Que o Deus Pai nos capacite a cada dia, e nos dê força e entendimento para buscarmos alimento em suas Palavras.


Bibliografia.
 Bíblia de Estudo Almeida. ARA.
Bíblia Apologética de Estudo. ARC.
Pequena Enciclopédia Bíblica. O.S.Boyer- 8ªEd.
Revista Escola Bíblica Dominical. Ed. Central Gospel.

Charlessilva73@yahoo.com.br

 Blog: Charlesgoudard.blogspot.com
 Mestre em Teologia Bíblica. – Fest Filemon. Faculdade Superior de Teologia.
Bacharel em Teologia. – Faceten – Faculdade de ciência e Tecnologia do Norte do Pais.