sexta-feira, 11 de outubro de 2013

VESTIMENTA FEMININA.
INTRODUÇÃO.   O mundo hoje gira em torno da moda, basta aparecer algo diferente na televisão para todos no dia seguinte estarem usando. Sabemos que os veículos de comunicação, principalmente a televisão, têm ditado às regras da moda ou das vestimentas, aquilo que á alguns anos passados era tido como padrão de moralidade, hoje é careta é feio. Enquanto igreja, qual o nosso posicionamento diante de tudo o que vemos? Qual o padrão de vestimenta da mulher cristã? Será que a mulher cristã não pode vestir-se de acordo com a moda? Vamos analisar o que a Bíblia nos diz.
VESTIMENTA NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO.
A bíblia não nos fornece uma descrição exata de uma vestimenta feminina, como também não aplica um padrão de roupa a ser usada.  As vestes femininas eram muito parecidas com as vestes masculinas. Todavia, as diferenças devem ter sido suficientemente notáveis, visto que ao homem era proibido vestir-se com indumentárias femininas, e vice versa.  A diferença deve ter sido em material mais fino, mais colorido, e o uso de um véu  e uma espécie de  chale  para a cabeça, que podia ser usado para transportar cargas pequenas . As peças do vestuário mais comum das mulheres israelitas eram o Kuttõneth e o Simlâ.  A peça interna mais fina, o Sadhin(Pano de linho fino), também era usado  pelas mulheres.
 As vestes para as festas eram diferentes do vestuário ordinário apenas no sentido de que o material era de maior  preço. A cor preferida era o branco. Tecidos de Bisso, escarlata e purpura eram muito apreciados, as  mulheres gostavam de adornar seus vestidos com ouro ou prata.
COMO DEVEM VESTIR-SE AS MULHERES CRISTÃS?
ITm. 2.9,10.
V.9. Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não  com tranças, ou com ouro, ou perolas ou vestidos preciosos.
 Com trajes honestos. Quando o apostolo Paulo fala sobre a honestidade em trajar-se, com certeza estava orientando as mulheres a não vestirem-se como  as prostitutas.
Vestir-se com pudor (gr.aidos). O traje da mulher cristã deve cobrir todo o seu corpo, sem jamais ser objeto de cobiça pelos homens. As formas de um corpo feminino, bem como suas intimidades, devem somente ser expostas ao seu marido. Ao usar uma camisa com botões, abotoe todos eles, não deixe nenhum desabotoado, pois, entre um botão e o olhar pernicioso de um homem, é um passo apenas. Se utilizar calça jeans, que não seja muito apertada se for uma camisa de malha procure utilizar algo que não lhe sobressaia os seios. Lembre-se você é uma serva de Deus, uma mulher cristã e acima de tudo, não deve e não pode seguir o ritmo do mundo.  
A vestimenta deve ser modesta.  A mulher cristã pode utilizar uma pintura, cortar seus cabelos, fazer sua unha, dentre muitas outras coisas. A modéstia em vestir-se, esta em utilizar roupas de forma que não chame muito à atenção.
Não com tranças, ou com ouro, ou perolas ou vestidos preciosos.  Esta parte do texto é muito interessante, alguém pode perguntar, é pecado utilizar ouro? Poxa, será que é pecado utilizar tranças nos meus cabelos? Será que é pecado usar batom? Claro que não. Lembre-se tudo deve ser feito com simplicidade e coerência. Ao fazermos uma exegese deste texto, poderemos perceber que Paulo esta orientando as mulheres cristãs a serem diferentes das demais mulheres. Era uma pratica comum as mulheres trançarem seus cabelos com fios de ouro, provavelmente esse ato implicava em idolatria. Também as mulheres dadas a prostituição utilizavam-se desses recursos,afim de tornarem-se mais atraentes. Jamais um mulher cristã poderá parecer-se com uma mulher secular. Cf.Pv.7.9-18.
 Infelizmente em pleno sec. XXI há uma falta de conhecimento tão grande da palavra de Deus, que chega a dar medo. Muitos lideres proíbem as mulheres de cortarem seus cabelos, depilarem-se(Conheço denominação assim), não podem fazer as unhas, etc. Esses que assim procedem utilizam o texto de IIReis9.30. Uma tremenda alienação concernentes as coisas Divinas. Não há nada nas Escrituras que proíba a mulher de adornar e sentir-se bonita. Conforme disse anteriormente, tudo deve ser feito com pudor e discernimento.
Cf. Cantares. 3.6; 4.4-4; 6.4-8. Será que essa mulher estava vestida de qualquer jeito?
Cf.Cantares.1.10,11. A mulher estava adornada com enfeites.
Que o Deus todo poderoso nos livre da falta de sabedoria e tenha misericórdia de nossas almas. Os.4.6.

Bibliografia.
Biblia de Estudo Pentecostal. Ed.C.P.A.D.
Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos. Willian L. Coleman. Ed. Betania.
Novo Dicionário da Bíblia. Vol.III. Junta Editorial Cristã.
 Charlesilva73@yahoo.com.br.
Bacharel em Teologia. Faceten- Faculdade de Ciência e Tecnologia do Norte do Pais.
Professor da Escola Bíblica Dominical.


sábado, 5 de outubro de 2013

LIVROS APÓCRIFOS.
Significado.  Aquilo que está escondido, oculto, secreto.
 O nome apócrifo aplicava-se a principio a livros místicos de sentido esotérico que só se deveriam colocar nas mãos de uns poucos iniciados, capazes por isso mesmo de os entenderem, pois ao povo em geral eram inteiramente ininteligíveis. Nesse bom sentido foi que Clemente de Alexandria referiu-se aos livros apócrifos de Zoroastro, a saber, livros dos  ensinamentos mais profundos, ensinamentos ocultos, conhecidos como doutrinas “esotéricas” da religião de Zoroastro.
Veio depois a significar livros de autenticidade incerta, desconhecida ou duvidosa. Mais tarde significava literatura espúria, falsa ou fictícia. Finalmente aplicava-se aos livros heréticos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            
Atualmente dá-se o nome de livros apócrifos em sentido geral, aos livros religiosos dos Judeus produzidos na maioria dos casos no período que vai do ano 200 a.C. ao ano 100 a.C. ,  e que nunca foram incluídos no Cânon Hebraico. Alguns desses foram escritos mesmo em época posterior a esse período restrito e até já na era cristã. Nesse sentido, portanto, o termo apócrifo deve incluir todos os livros chamados pseudoepígrafos, pois são  da mesma natureza.
Na verdade do ponto de vista dos Judeus, todos os livros, quer tratem de história dos judeus, encerrem lendas sagradas ou contenham elementos apocalípticos, devem ser tratados como apócrifos.
Assim que se poderia dizer, que o termo apócrifo,  se deve aplicar á literatura de um período em que cessara  o espírito profético.
Quando a bíblia foi traduzida para o latim no século IId.c., o AT não foi traduzido do AT hebraico mas da versão em grego(septuaginta). Assim, os livros apócrifos foram incluídos na versão latina antiga da  bíblia.
A  ORIGEM DA QUESTÃO DOS APÓCRIFOS.
 Verifica-se  que o problema dos livros apócrifos  nasceu em Alexandria, Na  época em que se fez a tradução Grega do Antigo Testamento, e depois foram traduzidos também livros judaicos extra canônicos e reunidos a mesma coleção de livros da versão grega do Antigo Testamento canônico. Desde os dias de Jeremias os judeus começaram a afluir para o Egito e logo após a queda de Jerusalém outros refugiados engrossaram o núcleo da colônia que mais tarde se desenvolveu em Alexandria, que veio a tornar-se um dos três grandes centros  de judaísmo no mundo. A influência grega  em Alexandria era enorme e a mentalidade helenista dos judeus  dessa colônia  os tornou muito liberais e tolerantes em comparação aos judeus palestinos que cultivavam o espirito  conservador nacionalista e religioso em oposição ao espirito helenista. O gosto literário  de Ptolomeu Filadelfo e desses judeus  de Alexandria, o esquecimento gradual da língua hebraica por esses judeus e pelos da dispersão entre os gentios os faziam sentir o desejo de uma tradução do Antigo Testamento para o grego, o que só se explica no  ambiente literal e filosófico de Alexandria. Para os judeus   palestinos a simples tradução do Antigo Testamento para um língua de gentios consistia num  sacrilégio  e muito mais ainda a introdução de livros Extra canônicos no mesmo volume de livros do Cânon. Assim foi que se fez a tradução grega do Antigo Testamento, que recebeu o nome de septuaginta. Nessa versão  foram incluídos  os livros judaicos  apócrifos devido a falta de escrúpulos dos judeus helenistas de Alexandria.  Os apócrifos foram reconhecidos pela igreja Romana em 1546 no concilio de Trento em reação a reforma de Martinho Lutero.                      
                                               A IGREJA E OS APÓCRIFOS.   
Em relação aos apócrifos  a igreja tratou o assunto de acordo com a  época e o local, vejamos; I. Os padres gregos, tais como Orígenes e Clemente, que faziam uso da versão grega da LXX(Septuaginta), frequentemente citavam  este ou aquele apócrifo como “Escrituras”, “Inspirados”, “Escrituras Divinas”, ou “assim diz o Espirito Santo”, etc. Mais tarde os padres gregos abandonaram esse conceito do Cânon e passaram a fazer importantes discriminações nesse sentido, como por exemplo, Atanásio em 536 A.D., Mas por outro lado na igreja latina, Agostinho, que lia uma bíblia Latina os aceitou e exerceu influência em favor da aceitação desses livros nos concílios norte africanos de Hipona e Cartago. A razão provável da atitude de Agostinho quanto a esses livros, deve- se ao fato de ele ser acostumado com o uso de uma velha bíblia latina, que continha os apócrifos, e que fora traduzida da LXX(Septuaginta)  e não do hebraico.  
II. Os mestres e as autoridades relacionadas com a Palestina e familiarizados com o Cânon Hebraico declaravam apócrifos todos os livros ausentes desse Cânon.
III.Alguns entendiam que eles não podiam ser elevados á mesma categoria dos livros do Cânon hebraico, mas seriam de proveito moral, e instrutivo para leitura nos cultos públicos.  Eram conhecidos como “Eclesiásticos”.
Os três posicionamentos citados acima permaneceram até aos dias da reforma.
No dia 08. De Abril de 1546 o Concilio de Trento resolveu considerar Canônicos os apócrifos e lançou anátema(Maldição) contra os que não aceitassem os livros que os Concílios de Hipona e Cartago, sob influência de Agostinho, resolveram considerar canônicos.  Declaração da Igreja, “  Se alguém não receber como sagrados e canônicos os  ditos livros íntegros com todas as suas partes, como têm sido usados para serem  lidos na Igreja Católica, e como se contêm na velha Vulgata Latina........Seja anátema”
Desde então para a Igreja de Roma, todos os apócrifos da Vulgata devem ser considerados canônicos, exceção feita aos livros 3ºe 4º Esdras, e a oração de Manasses.
De outro lado todas as igrejas da Reforma já tinham se definido pelo Cânon Hebraico do Antigo Testamento.
Um exame superficial dos apócrifos mostra imediatamente que eles não poderiam ser equiparados aos Canônicos. Um livro  de moral deficiente, que ensine doutrinas erradas e contrárias ás que se encontram nos Canônicos, e que ensinem falsidades, não pode pertencer ao Cânon, a regra de fé e prática dada por Deus ao homem.
CONTEÚDO.
Veremos os doze livros que compõem os Apócrifos e suas principais deficiências.
I. 1º Esdras, que é chamado de 2ºEsdras na revisão luciânica da septuaginta e de 3º Esdras na Vulgata Latina.
 O debate dos três jovens narrado no livro, é adaptação de um conto persa, e pode-se discernir evidências sobre isso nos seus pormenores. É adaptado para servir de meio mediante o qual Zorobabel, guarda costas de Dario, ao vencer um  debate a cerca do maior poder(Vinho, Mulheres, ou Verdade?),  obtém a oportunidade  de relembrar ao monarca persa sua obrigação de permitir a reconstrução do templo. Comparação detalhada entre o mesmo Esdras da septuaginta demonstra que as duas obras  são traduções independentes do texto massorético(Texto original). 1º Esdras é provavelmente o mais antigo dos dois.
Deficiências do livro.  Em relação ao livro de Esdras Canônico, apresenta contrastes não apenas quanto ao texto, mas igualmente na ordem cronológica dos acontecimentos e dos reis persas, trata-se de uma tradução livre e idiomática.
II.  2º Esdras, que é o 4º Esdras da Vulgata. Também chamado de apocalipse de Esdras.   Essa versão, conforme atualmente encontra-se no Latim Antigo, é uma expansão feita por escritores cristãos sobre a obra judaica apocalíptica original.
O corpo original do livro consiste em sete  visões;
1ª. O vidente exige uma explicação para os sofrimentos de Sião, cujo pecado não é maior que do seu opressor. O anjo Uriel responde que isso não pode ser compreendido, mas que a era se aproximava em que raiaria a salvação.
 2ª. Israel, escolhida  de Deus havia sido entregue a outras nações; isso, igualmente, é declarado como algo incompreensível para os homens. A era vindoura seguir-se-ia á presente sem intervenção de qualquer intervalo, precedida pelos sinais do fim e por um período de conversão e salvação. Isso deveria consolar o vidente.
 C.  Pergunta por que os Judeus não possuem a terra; a resposta dada é que eles a herdarão na era vindoura. Várias outras questões acerca da vida após o túmulo e da era vindoura são abordadas, incluindo o pequeno número de eleitos.
 D.  Fala sobre uma mulher que se lamentava relatando as suas desgraças, a qual a seguir é transformada numa gloriosa cidade. Isso simboliza Jerusalém.
 E.  Conta sobre uma águia com doze asas e três cabeças, o símbolo de Roma, o qual é explicitamente declarado pelo anjo interprete como o quarto reino de Daniel 7. O Messias de suplantá-la.  Essa visão deve ser datada do Governo de Domiciano.
  F. Fala sobre um homem que se levanta do mar e que aniquila uma multidão antagônica. Isso é uma adaptação á visão de Daniel 7 sobre o filho do homem.
 G. Visão final (14 )trata de um tópico distinto da restauração dos livros sagrados dos Hebreus, feito por Esdras, por meio de uma visão e com a ajuda de escribas sobrenaturalmente auxiliados.
III.   Tobias. É uma curta história piedosa sobre um hebreu justo pertencente aos cativos do norte. Tinha um filho do mesmo nome. Sofreu perseguições e privações por haver socorrido seus colegas israelitas sob a tirania de Esar-Hadom.
Deficiências do Livro.
* Há demasiadas visitas de anjos e se diz que um deles viajou trezentas milhas em sua companhia, a pé. O anjo Rafael induz Tobias a mentir. Ele se apresenta como um tal Azarias, dos conhecidos de Tobias, mas depois se dá a conhecer como o  anjo Rafael, ensina uma história de sete
  anjos caírem prostrados perante o Santo, que parece influência de uma superstição
Persa e, o que é pior, que estes sete anjos apresentam a Deus as orações dos santos, sem base alguma nas Escrituras e em conflito com o oficio mediatório de Jesus.
*Um espirito mau se apaixona de tal modo por uma mulher que, enciumado mata os que com ela se casam, mas o coração e o fígado de peixe fumegantes afastam  o demônio, tanto do homem quanto da mulher .
* Atribui às esmolas a virtude de livrar da morte e purificar de todo o pecado, enfim prega a salvação pelas obras.
IV. Judite. Relata a historia de uma jovem e corajosa judia, bem como a queda do hospede de Nebuchadrezar por sua astucia.
Deficiências do Livro.
*Emprega palavras e condutas falsas.
* Ensina que os fins justificam os meios, sejam quais forem, e ela ainda ora á Deus para que abençoe esses meios.
* A falsa historia que ela contou a holofernes e os seus encantos pessoais.
V. Adições a Daniel.  Ao capitulo terceiro de Daniel e adicionada a oração de Azarias, proferida na fornalha, bem como o cântico do três hebreus, entoado para o louvor de Deus.
Deficiências do Livro.
*  A oração dos três moços na fornalha ardente, uma meditação piedosa, mas sem qualquer adaptação para o caso.
* A historia de Suzana, improvável  e inverossímil.
* A lenda de Bel e o Dragão, absurda e ridícula.
VI. Adições a Ester.   O livro canônico sempre causou uma certa dificuldade por não aparecer nele o nome de Deus e mais ainda pelo teor geral da historia    nele contida.  Os acréscimo contem aquilo que alguém entendeu  que faltava ao livro canônico   e que devia e podia ter sido dito pelos personagens do livro de Ester. O livro canônico foi escrito só em hebraico e encontra-se no cânon judaico. Os acréscimos encontram-se só na versão Grega e na Vetus Latina, pelo que se pensa que teriam sido escritos pelo tradutor de Ester para o grego.
VII. Oração de Manasses .  Afirma apresentar a oração a respeito da qual há referencia  e m 2ºCronicas33.11-19. Na opinião da maioria dos eruditos é uma composição judaica e provavelmente foi escrita originalmente no hebraico.
VIII. Epistola de Jeremias. É um típico ataque judaico helenista contra a idolatria, disfarçado como uma carta de Jeremias aos exilados na Babilônia , semelhante  àquela mencionada em Jr. 29. Os ídolos são ridicularizados; os males e loucuras ligados aos mesmos  são expostos e os judeus cativos são instruídos a nem adora-los nem teme-los. É escrita em bom grego, mas pode ter tido um original Aramaico.
IX. Livros de Baruque.  Alegadamente é obra do amigo amanuense de Jeremias. A obra é breve, mas na opinião dos eruditos é uma obra composta, atribuída a dois, três ou quatro autores. Há nesse livro graves erros históricos.
Deficiências do livro.
* Refere-se ao Templo como de pé, mas o templo fora queimado por Nabucodonozor ao tomar a cidade de Jerusalém.
* Fala-se que  Deus ouve as orações dos mortos de Israel.
* Baruque se diz que esteve em Babilônia, quando ele foi com Jeremias para o Egito depois da queda de Jerusalém.
X. Eclesiástico. Nome dado em seu titulo grego á sabedoria de Jesus Ben-
Siraque nascido na Palestina, vivia em Jerusalém, e porções de sua obra sobrevivem no hebraico original, em manuscritos do Cairo Geniza. Pertence a classe da literatura de    Sabedoria, mas difere dele grandemente porque seu cunho é Palestino e não Alexandrino, não exibindo o menor traço de cultura grega que caracteriza o “Sabedoria de Salomão”. Revela do principio ao fim o espirito hebreu e segue os moldes hebreus.     Sem dúvidas é o mais antigo dos apócrifos, e derrama luz abundante sobre o período  a que se atribui sua composição.
Deficiências do Livro.
*Há muitas passagens que estão em desacordo com o espirito e os ensinos da Palavra Inspirada.
* Ensina-se a justificação pelas obras.
* As esmolas expiam pecados.
* Honrar pai e mãe expia pecado.
* Abandonar a injustiça expia pecado.
* Permite-se o trato cruel dos escravos e ódio aos Samaritanos.
* Há preocupação de fazer mais o que parece bem aos homens do que aquilo que é aceitável aos olhos de Deus.
* Encoraja-se o gozo dos prazeres em geral porque a vida é  breve.
XI. Sabedoria de Salomão.  É talvez o ponto alto da literatura da Sabedoria Judaica. Suas raízes encontram-se na corrente da literatura da Sabedoria, que pode ser encontrada no Antigo Testamento e nos apócrifos, mas aqui se acha sob influencia do pensamento grego e o livro atinge uma melhor formalidade e precisão do que noutros exemplos desse tipo literário.
Deficiências do Livro.
* Não apresenta a sabedoria de Salomão, mas a filosofia Alexandrina.
*O livro pretende ter sido escrito por Salomão, mas refere-se ao povo de Deus como sujeitos aos seus inimigos, o que nunca aconteceu na época de Salomão.
* Parece ensinar a doutrina da emanação, a preexistência da alma, cujo destino mortal é determinado pelo seu caráter  antes de vir a este mundo.
* O corpo material se considera como um  peso e prisão da alma, doutrina que não tem  base nas Escrituras.
*O livro exagera o milagre, por amor do maravilhoso apenas, como quando diz que o maná era agradável aos diferentes gostos, adaptando-se ao paladar que cada um desejava.
* Apresenta uma origem muito superficial da idolatria.
XII. 1º E 2º Macabeus.  O 1º Livro cobre os acontecimentos entre 175 e 134 A.C., isto  é, a luta contra Antíloco Epifânio.   O livro termina com um panegirico  a João, e evidentemente foi o mesmo escrito após a sua morte, verificada em 103 A.C. Originalmente escrito em Hebraico, foi traduzido no estilo literário de partes da septuaginta, o alvo da obra é glorificar a família dos Macabeus, vistos como campeões do Judaismo.  O 2º Livro é obra de origem diferente  seu tema cobre muito da mesma historia de seu homônimo , mas não prossegue a historia além das campanhas e derrota de Nicanor. Seu autor é desconhecido.            
Deficiências Dos Livros. 
*  1º  Livro.  Contém diversos erros Geográficos e históricos.
*  2º Livro. Abunda em lendas e fabulas, como a da preservação do fogo sagrado.
*Ocultamento do Tabernáculo com  a arca e o altar do incenso por Jeremias no monte Nebo.
* Justifica o suicídio.
*  Autoriza a oração pelos mortos.
* O autor não se julga Inspirado.                                    
O Concilio de Trento constituído de número reduzido de prelados, representando um território limitado da igreja, longe de poder ser considerado ecumênico impôs  a igreja toda a aceitação dos apócrifos como canônicos , de inspiração e autoridade iguais aos do cânon hebraico, de encontro a toda a evidencia histórica anterior. Estribando-se não na competência, mas na sua autoridade, lançou o anátema contra quem os rejeitasse. Desde então a discussão cessou na igreja Latina.


Bíbiografia.
*NovoDicionário da Bíblia vol.I. Junta Editorial Cristã.
*O canon do Antigo Testamento. Guilherme Kerr- Imprensa Metodista- São Paulo.1952.

O material apresentado acima foi compilado das obras citadas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Métodos de Tradução da Bíblia.


Existem dois métodos básicos de tradução das Sagradas Escrituras.

Tradução palavra por palavra. Permanece tão próxima quanto possível das palavras e da estrutura das frases do original. (Essa também é chamada a abordagem da “equivalência formal”.) No  entanto, uma tradução feita rigorosamente palavra por palavra frequentemente acabaria sendo incompreensível para os leitores a que se destina, pelos seguintes motivos.

A cultura. Por exemplo, uma tradução literal da expressão Americana “ir á  rebatida por alguém”  em alemão ou Suaíli não faria sentido  para leitores não familiarizados com o beisebol.

A Linguagem.  Uma palavra em determinado idioma pode não ter um equivalente exato em outro idioma. Temos, por exemplo, duas palavras, fé e crença, para expressar o que muitos idiomas dizem com uma só palavra(por exemplo, Gaube, em alemão). A distinção entre a fé(uma atitude de confiança) e a crença(aquilo que aceitamos como verdade) não pode, portanto, ser expressada por uma simples tradução palavra por palavra. Pela proposição inversa, a palavra hebraica shalom não tem equivalente exato em português. Um dos significados é paz, mas shalom é muito mais abrangente: inclui: inclui integridade, saúde, bem-estar. Em Gênesis 29.6, por exemplo, Jacó pergunta literalmente:” é shalom para ele?” A tradução na maioria das nossas versões, é: “Ele vai bem?”  A maior desvantagem na tradução palavra por palavra, é que frequentemente não é de leitura fácil ou agradável.

Tradução pensamento por pensamento( também chamada abordagem de equivalência dinâmica”). Aqui a intenção é traduzir de tal maneira que os leitores da tradução percebam o mesmo significado que os leitores originais. Tem como vantagem ser uma leitura mais fácil e agradável que as traduções palavra por palavra.

Preservação do Texto Bíblico.

O  Texto do Antigo Testamento.

Todas as cópias do texto bíblico tinham que ser feitas a mão, e nem todos os escribas eram igualmente cuidadosos. As vezes, anotações , comentários escritos nas margens do texto eram erroneamente incorporadas no texto no decurso da cópia. Já muito tempo antes do tempo de Cristo, um esforço combinado estava sendo feito para padronizar o texto hebraico e torná-lo o mais fidedigno possível. Esse trabalho mostrou-se tanto mais complicado porque a escrita hebraica usada no Antigo Testamento era diferente da escrita aramaica adotada posteriormente(as letras quadráticas ainda usadas no hebraico moderno impresso). Além disso, somente as consoantes eram escritas, ao passo que as vogais eram omitidas(embora, posteriormente, sinais fossem acrescentados para indicar vogais longas). E, finalmente, já no século VIII  a.C., o hábito de separar  palavras com pontinhos ou traços de pena desapareceu, de modo que todas as letras eram simplesmente escritas juntas.

 O Texto Massorético.

 O texto hebraico, sem vogais nem acentos, estava razoavelmente definido já no fim do século Id.C., os chamado massoretas(nome derivado de “tradição” em hebraico) acrescentaram um sistema de pontinhos e traços embaixo, acima e na lateral das consoantes para garantir  que o texto fosse lido corretamente.(Havia originalmente três sistemas separados – o babilônico, o palestinense e o tiberiano; o sistema tiberiano de “pontuar as vogais” é o que está em uso.)

O Texto do Novo Testamento.

O Novo testamento foi escrito em Grego, o idioma da maioria dos primeiros cristãos. Pelo que sabemos, os manuscritos de todos os livros do NT foram perdidos. Desde os primórdios, cópias desses escritos preciosos começaram a ser feitas, visando a distribuição para as igrejas, e depois, cópias de cópias, e depois cópias de cópias de cópias, geração após geração, á medida que se envelheciam os exemplares mais antigos.



Temos todos os Textos Originais da Bíblia?

Essa é uma dentre  muitas perguntas as que muitos de nós já fizemos antes. Perguntas do tipo,  Como posso ter  a certeza de que estou lendo um material fidedigno? Será que o material que está em minhas mãos não foi adulterado?

Vejamos;

O AT.

O Texto  do Antigo Testamento foi fixado definitivamente depois do século I d.C. Os manuscritos mais antigos que possuímos, os rolos do mar Morto, de Qumran(que remontam  ao século I a.C., no mínimo) concordam essencialmente(com variações secundárias) com o texto hebraico que temos hoje. A não ser que se descubram manuscritos de uma data antiga mais recuada( o que não é muito provável l), devemos tomar por certo que o qual texto hebraico do AT é de fato uma cópia exata do texto original.





O NT.

Os manuscritos mais antigos do NT que hoje possuímos também foram copiados alguns séculos depois de terem sido escritos os livros ou as epístolas. Como então ter certeza que os escribas não cometeram erros e nem fizeram alterações internacionais?

Já de inicio possuímos milhares de manuscritos que contêm a totalidade do NT ou porções dele. Embora haja diferenças entre esses manuscritos quanto aos pormenores, nenhum desses detalhes nos leva a duvidar da verdade da fé cristã.

Nem por isso deixa de ser importante envidar todos os esforços para determinar quais dessas variações (chamadas variantes ou texto variantes) teriam maior probabilidade de serem as corretas.

Dificuldades da Bíblia.

Não há  na Bíblia contradições históricas, nem cientificas, nem doutrinárias. As dificuldades da Bíblia são todas do lado humano, tais como:

*Tradução mal feita.

*Estudo superficial.

*Má compreensão do Texto.

*Incapacidade Humana.

*Idéias preconcebidas.

*Falsa aplicação do Texto.

*Falhas de editoração.

*Interpretação forçada.
               
*Dificuldades Linguísticas.

*Línguas originais antigas. Línguas essas que evoluíram tremendamente.

*Linguagem figurada em abundância. Este é um fato comum na Bíblia.

*Diferentes gêneros literários. Isto, por serem muitos os escritores.

*Má tradução da línguas originais. Isto constitui  séria dificuldade.

*Língua materna do falante..

*Dificuldades Geográficas.

*A Bíblia foi escrita em lugares de três continentes (Europa, Ásia e África), contendo portanto expressões, imagens mentais e pensamentos bem diferentes entre si.

*A Bíblia cita lugares com mais de um nome cada um.

*A Bíblia da um mesmo nome a diversos lugares.

*A Bíblia trata de lugares que há muito trocaram de nome.(Pises, cidade, montanhas, rios, etc.)

3. Dificuldades Antropológicas. Como já foi citado, este é um tipo de dificuldade advinda do homem.

4. Dificuldades Cronológicas. A Bíblia quando menciona datas, fá-lo com base em eventos importantes, mas particulares. Os Escritores da Bíblia não dispunham de um sistema de datas, como temos no mundo ocidental. Daí toda a cronologia bíblica ser incerta

5. Dificuldades Imaginárias e Preconceituosas. Essas dificuldades advêm do nosso modo humano de pensar, de julgar e de ver as coisas, e, nessa situação, queremos interpretar a revelação Divina.

6. Aparentes Contradições. Como na palavra de Deus não existe contradição, o que muitas das vezes lemos como tal é apenas ilusório.

Ex. Atos. 7.15 x Gênesis 46.27. Cf. Nm. 26.35. 1º Reis 8.12 x 1ª João. 1.5.  1ª João 2.15 x João 3.16.  Não esqueça, confira as passagens e tente resolver as aparentes contradições.  

   7. Dificuldades reais da própria Escritura.

Lc. 16.9;  1ª Pedro. 3.18,19.

8. Dificuldades Cientificas. Quando a Bíblia aborda fatos científicos ela o faz não na linguagem técnica especializada da ciência, mas na linguagem do povo comum. Isto, tem se constituído numa das dificuldades da Bíblia.

*A Esfericidade da terra.   Is. 40.22

*As estrela são incontáveis. Jr. 33.22

*O Universo envelhecendo. Sl.102.25-27

*Fogo na crosta interior da terra. Jó.28.5

*O frio vem do norte. Jó 37.9

*A luz tem “caminho”, não “morada” permanente. Jó. 38.19.

*A terra suspensa no espaço. Jó 26.7

*O ar tem peso. Jó 28.25

*Os elementos físicos  do Cosmos são mais antigos do que os biológicos. Gn. 1.1,24

*O vento vem do Sul. Ec.1.6.


9. Declarações e ensinos sobre Deus expressos em forma humana.

São os antropomorfismo e os antropopatismos, tão comuns na Escritura.

 Ex. 1º Samuel. 15.11; 29( Deus”arrepender-se”)  Antropopatismo. Deus com sentimentos humanos.

Gn.18.1-8. Antropomorfismo. Deus assumindo uma forma humana.

10. Declarações e ensinos da Bíblia sobre o céu e a vida futura, expressos em linguagem humana. É o caso das visões das coisas Celestiais de Ezequiel, como temos no capitulo 1 do seu livro(os desconhecidos seres viventes). E também o caso das visões de João, o apóstolo, descritas no livro do Apocalipse, quando João procura comparar as coisas Celestiais com as terrenas para poder expressar-se sobre o que viu no céu.

11. Declarações e ensinos calcados no mundo físico, porém, em referência ao mundo espiritual.   Ex.  As parábolas de Jesus.

12. Fatos abordados e tratados pela Bíblia, que só serão conhecidos no futuro.

Dn . 12.7-9.

Foram abordadas algumas dificuldades com relação ás Sagradas Escrituras, porém, ela permanece como um livro completamente inspirado, regra de fé e prática de todo o crente, nossa bussola como guia em um mar revolto, nos indicando a direção correta. Nunca deixe de meditar nas Sagradas Escrituras.    























terça-feira, 17 de setembro de 2013

O PECADO.
Texto Base. Rm. 3. 23-25.
Introdução:  Abordar o assunto pecado nos dias atuais, é como “andar sobre  ovos”. Vivemos um período no qual as igrejas não pregam mais sobre o pecado, o mundanismo  e as praticas profanas infestam diuturnamente a vida d`aquela(a igreja física) que deveria ser luz para este mundo em trevas. Só será possível uma mudança no rumo das coisas, quando entendermos o que é o pecado, e como combatê-lo.  
ETMOLOGIA.
PECADO – [ Do Hb.hattah; do gr. Hamartios; do latim, peccatum]
Transgressão de liberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. Podendo significar ainda, errar o alvo estabelecido por Deus ao homem, contravenção, injustiça, f alta de lei, etc.
A ORIGEM DO PECADO.
Aprendemos através das Sagradas Escrituras, que o pecado originou-se no céu, através da transgressão de lúcifer, e na  terra teve sua origem no jardim do Éden através da transgressão de Adão e Eva. Vamos analisar ambas as origens.
A ORIGEM DO PECADO NO CÉU.
Na  verdade, antes de  acontecer na terra, o mal se originou no céu. O mal nasceu no coração de um arcanjo que vivia na presença de Deus. Isto é um grande mistério, todavia, continua sendo a essência do ensino cristão acerca da raiz do mal. Cf. Ezequiel 28.12-19.  De acordo com o livro do apocalipse, outros anjos seguiram o mesmo caminho.  Um terço deles aderiu ao motim de Lúcifer, e se transformaram em demônios. De forma clara, portanto, vemos que o pecado já havia ocorrido fora deste  nosso mundo; houve pecado no céu, antes dele ocorrer na terra.
A ORIGEM DO PECADO NA TERRA.
A história do pecado de Adão e Eva é infame, pois o casal perfeito foi o responsável pela entrada da imperfeição no paraíso  perfeito.  Ao tentar Eva, satanás desfechou seu ataque contra a integridade e a veracidade de Deus, e a alegação mediante a qual ele seduziu a mulher, foi que ela e seu marido seriam tais como Deus, conhecendo tanto o bem como o mal. Foi para essa ímpia aspiração que a atenção da mulher foi atraída, e é especificamente  na reação dela, indicada pelas palavras “árvore desejável  para dar entendimento” que encontramos o movimento de desvio e de apostasia no coração e na mente de Eva.  A sedução de Eva e a posterior queda do homem se deram de forma bem sutil e elaborada.  vejamos;
1. Satanás aproximou-se e iniciou um dialogo com Eva.   A través do  dialogo  a serpente conseguiu implantar a dúvida  no coração de Eva  em relação  as ordens de Deus.  Eva havia ouvido as instruções Divinas, porém não  as guardou em seu coração.  Nos dias atuais convivemos com pessoas que são facilmente seduzidas por  sublimidade de palavras, são alvos fáceis, pois, emprestam seus ouvidos ao serviço de satanás , e dessa forma passam a profanar as coisas Divinas. Deus não quer meros conhecedores da Palavra, ELE conta com aqueles que meditam, guardam e praticam a sã doutrina. Dt. 11.18;28.1; Sl. 119.105.Js.1.8.
2. Os olhos de Eva cobiçaram a árvore e seu fruto.  Eva após ouvir satanás(serpente) falar, teve sua atenção voltada para a árvore . Os olhos viram,  e logo surgiu o desejo de possuir aquilo que Deus havia proibido.  Milhares de pessoas têm sido levados ao engano por acreditarem naquilo que seus olhos comtemplam, e logo, desejarem possuir.  Assim como Eva, o homem têm abandonado á Deus para ir em  busca de riquezas, seus olhos perderam a capacidade de olhar para Cristo. Os olhos dos homens do presente século estão voltados para as coisas terrenas, Deus foi esquecido, o homem olhou para o banquete de satanás e está sendo tragado.  Oséias. 4.6; Is1.3; 59.2.
3. O Coração de Eva desejou algo que pertence somente á Deus, a eternidade.   O pecado não se origina em ação ao acaso, mas procede  do coração e da mente. A depravação do coração se expressou na transgressão contra o mandamento Divino.  Ez. 28.15,26. Gn 3.6.
Eva permitiu que satanás (serpente) afrontasse a ordem dada por Deus com relação a árvore que estava no meio do jardim, essa reação mostra que o inimigo havia conquistado a simpatia de Eva, e dessa forma passou  a desejar aquilo que lhe era apresentado, ou seja, a eternidade.  Podemos apontar esse tipo de concupiscência como a origem do pecado na terra.
CONSEQUÊNCIAS DO PECADO NA  VIDA DO HOMEM.   
Assim como no céu o pecado teve como consequência imediata a expulsão de lúcifer e seus  anjos do céu, aqui na terra o pecado também teve consequências serias na vida do homem.
1.  A Morte Espiritual.  A morte  espiritual simboliza a perda da comunhão com Deus. No instante em que o homem pecou, ele experimentou o isolamento espiritual de Deus; isto fica evidenciado pela vergonha que ele sentiu a ponto de esconder-se de seu criador.   Todo o descendente de Adão, toda pessoa nascida de pais naturais desde o tempo da queda, também está espiritualmente morta. Gn. 3.7,8; Is. 59.2; Sl 51.5; Ef. 2.1, 4,5;Jo. 3.3,5-7; 1ªPed. 1.23; Tito.3.5-7.
2.  A Morte Física.  Quando tomou parte do fruto proibido, Adão começou a morrer fisicamente, apesar da mentira de satanás de que ele não morreria.  A morte física é o resultado inevitável do pecado de Adão, não somente para si mesmo, como também para todos os seus descendentes naturais, a exceção de Cristo. Gn 2.16,17; Rm 5.12-14.
3. A Morte Eterna. Se Adão não tivesse aceitado a provisão de salvação feita por Deus, ele teria, em algum momento experimentado o que a Bíblia chama de  “segunda morte”, que é a separação eterna de Deus.
A morte eterna implica em não ter o nome inscrito no livro da vida, e perecer eternamente.  Apoc. 20.14,15.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            


FATORES QUE LEVAM O HOMEM A PECAR.
Desde a queda no éden que o homem vem sendo seduzido e levado a pecar contra Deus. Existem alguns fatores que favorecem a pratica da iniquidade por parte do homem, tais quais;
1.  A Falta de Santidade. Se a natureza moral de Deus é o padrão final acerca daquilo que é correto, e se Deus é absolutamente  Santo, conclui-se que o pecado é a ausência da Santidade. Quando Israel saiu do Egito, da casa de servidão, Deus ordenou que não houvesse mistura entre seu povo e o povo da terra a qual eles iriam habitar.  Israel fez tudo ao contrario do que Deus lhe havia ordenado, prevaricou, adorou outros deuses, enamorou-se das mulheres dos povos da terra, por final, afastou-se de Deus.
  Assim como Israel no deserto, o homem perdeu seu referencial em Deus, passou a observar e ter como padrão moral as coisas do mundo.
Nossos cultos hoje são verdadeiros espetáculos circenses, onde as pessoas são iludidas, a palavra da verdade não é pregada, tudo gira em torno do homem, é o verdadeiro humanismo dentro da igreja.  Quando se tem a oportunidade de entoar algo para Deus, se observar um verdadeiro festival de heresias e falta de conhecimento bíblico em  diversas letras de canções “pseudogospel”, com certeza, Deus não recebe este tipo de adoração.
2. A injustiça. Mesmo sendo a justiça um atributo moral de Deus, ela é também uma das suas características comunicáveis e que pode ser possuída por suas criaturas.  O homem que não pratica a Justiça, não tem parte com Deus. Praticar a justiça implica em amar o irmão, assim como Cristo nos amou, perdoar como Cristo nos perdoou, suportar e entender as fraquezas do seu próximo como Cristo nos entende, anunciar o Reino de Deus aos sedentos.  Sabendo que a injustiça opera o mal, corramos para praticar o bem, não como os fariseus que sempre esperavam o reconhecimento terreno de suas ações, mas como cidadãos do céu que esperam uma recompensa gloriosa em Cristo Jesus.  Seja instruído em toda a justiça, busque-a de todo o coração, submeta-se a   ela , seja dela um escravo, e por fim pratique-a . 2ªTm. 3.17; Mt.6.33; 1ªJo. 3.7; 1ªCo. 6.9,10.
3. A Imperfeição Moral. Como a natureza moral de Deus é o padrão da perfeição, conclui-se que tudo aquilo que é imperfeito é pecaminoso por natureza. Assim, a bíblia  exorta os crentes á perfeição, por meio da busca da sua Vontade  perfeita. Além disso, devemos permanecer “firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus”. Em suma, pensamentos, intenções, ou ações imperfeitas são pecaminosos, e o padrão  ilibado de perfeição absoluta do Deus Santo claramente não poderá ser atingido pela carne humana, mas somente pela capacitação que vem do alto. Fp.2.13; Mt.5.48 ; Rm.12.2; Hb.6.1;Cl.4.12
4. A Falta de Amor.  Se Deus é o nosso padrão final de moral e amor,  então faltar com amor é pecado.  Deus através de sua Santa Palavra nos orienta  a vivermos em amor, se Deus ama devemos de igual modo amar e termos a capacidade de convivermos em comunhão.  Quando não pratico o amor para com o meu próximo(irmão), muito menos consigo conviver com ele, com certeza o amor do  Pai também não está  em mim. Mt. 5.43,44; 22.37; Lv.19.17; 1ªJo.4.20.
5. A Mentira.  Deus é a própria verdade, logo se praticamos a mentira não temos parte com ELE.  A mentira é pecaminosa, tem como pai ao diabo. Se homem passa a praticar  a mentira em sua vida cotidiana, ele torna-se filho do diabo, pois, esta utilizando algo que lhe é peculiar. A mentira jamais devera estar nos lábios dos servos de Deus, com atenção de que os mentirosos não  herdarão o céu.   Ev. João. 8.44; Apoc. 21.8.  
     
Que o Senhor continue a nos orientar, nos dando graça para permanecermos na verdade, que é Cristo Jesus.
 Bibliografia.
Bíblia Sagrada. ARC.
Biblia de Estudo Almeida. ARA.
Novo Dicionário da Bíblia. Vol.III.
Dicionário Teológico. Nova Edição – Revista e Ampliada.    de Andrade, Claudionor Corrêa.
Manual d e Teologia Sistemática.  Geisler, Norman

Charlessilva73@yahoo.com.br.
 Mestre em Teologia Bíblica.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A SANTIFICAÇÃO.
Texto Base: Hebreus. 12.7-11.
  Ser santo nos dias de hoje é muito difícil, quando a humanidade está sendo levada impiedosamente para a prática do mal.
  Mas se Deus requer de seus filhos que vivam em santidade, é porque isso é possível. Mesmo que para conseguir tal situação seja necessário que o crente abra mão de muita coisa que aprecie.

 Santificação: Ato, estado  e processo de tornar-se santo, é realizada na vida do salvo pela ação do Espirito Santo. IITs.2.13; IPed.1.2.


COMO ALCANÇAR A SANTIFICAÇÃO?

 Entendemos que a santificação é um processo no qual o crente  vai adquirindo ao longo da caminhada com Cristo Jesus. Cristo chamou ao seu ministério para serem apóstolos,  homens, muitos deles rude, homens de temperamento forte, outros ligados as coisas terrenas. No entanto durante a caminhada com Cristo, esses homens foram aperfeiçoados no caráter, no trato e no conhecimento do Reino de Deus, foram esses homens que Cristo enviou para pregar o Evangelho pelo mundo. Lc.9.1-6; João.17.
 
Seguem-se alguns passos que os quais o verdadeiro crente precisa trilhar em busca da santificação.

Separação do mundo e seus ídolos. IICo. 6.17,18.Tg.1.26,27; 4.4; IJoão.2.15-17;  IITm. 2.1-4. O homem que busca a santidade em Cristo Jesus não se embaraça com as coisas desse mundo, antes tem seu prazer na lei do Senhor.
Dedicação em fazer a vontade de Deus. IITm.2.9-13;4.7; Tito.3.1-5. O nosso servir ao Senhor precisa estar acima de qualquer coisa, não podemos levantar barreira no servir a Cristo, sabendo que o nosso galardão está reservado para o grande dia, façamos a obra enquanto é dia.
Purificação. Hb .9.13,14; Ef.5.26,27;IJoão.3.2,3. É o processo pelo qual o crente procura viver uma vida santa e digna na presença do Senhor, fugindo sempre da aparência do mal, não tendo prazer em assuntos que corrompem os bons costumes. Procurando correr a carreira que lhe está proposta por Cristo Jesus, a Vida Eterna.
Consagração. Rm12.1,2;IPed.1.16, Lv.11.44;Js.3.5. O ato de consagrar-se á Deus envolve bem mais que uma simples colaboração na obra do Reino, ou doações que você possa fazer para contribuir. Consagrar-se é você entregar sua vida totalmente ao Salvador, e a cada dia ter o desejo de ser igual a Ele, viver igual a Ele, Perdoar igual Ele perdoou. Não podemos esquecer, que a santificação, ou consagração só vem mediante a muitas horas de choro e suplicas aos pés do Senhor.



O CAMINHO PARA A SANTIFICAÇÃO.

  Deus enviou Moisés e Arão até a presença de Faraó para que o rei liberta-se seu povo, mandou-lhes dizer que o povo deveria sair do Egito e caminhar um caminho de três dias para que ali no deserto lhe prestasse culto. Esse era para Israel um caminho para a Santificação, o qual foi escolhido por Deus. Podemos dizer, sem forçar o texto, que Saulo de Tarso encontrou Cristo no caminho de Damasco, e que aquele caminho lhe tornou um caminho de Santidade, pois, a partir dali morria Saulo o perseguidor e nascia Paulo o perseguido por a mor de Cristo. Êx.5.1-5; Atos.9.
 Deus nos aponta o caminho, mas, exige de nós alguns requisitos ou observâncias. Vejamos:

Estudo Sistemático da Palavra de Deus. João.5.37-39;Is.8.19,20;34.16.
O estudo d a palavra de Deus nos aponta o verdadeiro caminho a ser seguido, aqueles que buscam na Lei do Senhor  e meditam todos os dias, jamais serão    enga nados, pois, esses conhecem o seu Pastor, e o segue.
Arrependimento. At.11.17,18;26.19,20;IIPed.3.8,9.  Pesar sincero de algum ato ou omissão; contrição. Desistência da causa feita ou empreendida. Todos os que desejam alcançar a santificação e aproximar-se de Cristo, precisam primeiramente arrepender-se de seus pecados e humilhar-se aos pés da cruz.
Perdão.Cl.3.13;   IJoão.2.12. Perdoais uns aos outros, assim como Cristo também nos perdoou, sabendo que o perdão faz um coração sadio, uma mente santificada, locais onde Deus pode operar na vida do crente  . Perdoe, Cristo t  também te perdoou mesmo com todos os seus defeitos, lembre-se disso.
Justificação. Rm. 5.1 ;Rm 2.13; Tt.3.7; Ef. 2.13-16. Não existe mais nenhuma acusação contra o regenerado que seja l evada em conta. Jesus levou na cruz todas as nossas ofensas, hoje somos livres.




A SANTIFICAÇÃO NA VIDA DO HOMEM.

  A vontade de Deus é que seus filhos sejam santos. O homem é um ser tricôtomo(Constituído em três partes a saber; Espirito, alma e corpo), por esse motivo nada atua separado na vida desse individuo, tudo precisa ser santificado.

A santificação do espírito do homem. Sl.32.2; 51.10-12;II Co.7.1. É com o espirito que o homem toma consciência do bem e do mal, do que é certo e do que é errado. É com o espirito que nos ligamos a Deus.
A santificação da alma. Fp.2.2-5;4.7,8; IPed.1.22.  A alma é a sede da vontade, dos sentimentos e das emoções. A alma está ligada ao sentimento humano, se nossos sentimentos forem puros, as nossas ações também serão puras.
A santificação do Corpo.ICo.3.12-20;Rm.12.1; 1Co.12.27. O corpo precisa ser puro, porque é o templo  do Espirito Santo de Deus. O corpo atende ao comando do espirito e da alma. Sem a santificação completa do corpo, ninguém verá ao Senhor.
ANDANDO NO ESPIRITO.

Sem a ação do Espirito Santo de Deus ninguém alcançará a salvação. A santidade e a salvação não são definidas por lei, mas pela graça. (lembre-se, graça é favor imerecido, feito por nós na cruz do calvário). O processo de um viver puro, um compromisso sério e total do cristão com Deus, incluindo todo o seu ser; espirito, alma e corpo. “Andar no Espirito” indica que a maneira de viver, de agir, de praticar os hábitos diários deve m ser executados sob a influência do Espirito Santo. Rm.8.1,14-17.  
Andar no Espirito significa que teremos:

Uma luta constante. Rm. 7.15-25; Ef. 6.12; Fp.1.27; I Ts. 2.2; Cl.2.1.
    O bem e o mal estão sempre lutando, porque são reinos opostos. Um deles sairá vitorioso. Sabendo que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas sim, contra as potestades, devemos nos aproximarmos mais e mais de Cristo para sermos vitoriosos.
Que negarmos o mundo. I Ped.4.1-5, João.17.16; Gl.2.20.
     O exercício da santidade exige a completa renúncia e o afastamento de toda a sorte de pecado.
É inconcebível que um cristão que se diga santo compartilhe simultaneamente com a desonestidade, mentiras , imoralidades, inimizades ou aceite ofertas mundanas e indecorosas. Quando o cristão,  nega os seus desejos, a sua própria vontade, deixando a vontade Divina prevalecer, ele passa a viver diferente, somente na dependência do Eterno Salvador.

PRATICANDO A SANTIDADE.

 Já vimos várias etapas da santidade na vida do homem de Deus, agora deveremos aprender a coloca-las em prática.  Como deveremos fazer para praticar a santidade?

Mortificar a carne e seus desejos. Rm.8.13,14;Cl.3.5-10. Naturalmente sabe que elas existem, são manifestas em toda parte, e até desafiam o crente, porque elas provém de satanás. O crente alicerçado em Cristo Jesus vence a carne e se torna mais do que vencedor.
Produzir o fruto do Espirito. Gl.522; João.15.5; Fp.1.11.  O fruto do Espirito está acima das qualidades morais.
 O homem por si só produzirá somente obras da carne como fruto natural do esforço humano. O fruto nasce da atuação do principio Divino que opera na criatura.
O fruto do Espirito é, pois, a reprodução daquilo que o crente recebe do Senhor.
O fruto do Espirito tem como qualidade o amor, que é o fundamento da salvação.
Tudo mais se edifica, se desenvolve, toma força se for baseado no amor. Aquele amor que teve inicio no próprio Deus e que foi demonstrado por Jesus, deve ter lugar no coração do Crente.


Conclusão: Entende-se, portanto que a santificação vem depois que a pessoa crucifica sua carne, isto é, morre para o pecado e ressuscita com Cristo  para viver em novidade de vida.
Pra uma nova criatura é possível sim, viver em santidade.
Negar-se a si mesmo  não é fácil.
Isso só acontecerá com a intervenção do Espirito Santo de Deus.



Atividade para fixação.

1. O que você entende por Santidade?


2.O que devo fazer para andar no Espirito?


3. O que o homem precisa fazer para aproximar-se de Deus?


4. Em uma folha em branco trace uma linha vertical no centro da folha, do lado direito escreva “ Homem novo” e a esquerda “ Homem velho”. Faça uma relação nas respectivas colunas daquilo que você deixou para trás e daquilo que está praticando atualmente. Abaixo coloque uma observação sobre suas dificuldades e apresente-as á Deus.

Que o Deus Pai nos capacite a cada dia, e nos dê força e entendimento para buscarmos alimento em suas Palavras.


Bibliografia.
 Bíblia de Estudo Almeida. ARA.
Bíblia Apologética de Estudo. ARC.
Pequena Enciclopédia Bíblica. O.S.Boyer- 8ªEd.
Revista Escola Bíblica Dominical. Ed. Central Gospel.

Charlessilva73@yahoo.com.br

 Blog: Charlesgoudard.blogspot.com
 Mestre em Teologia Bíblica. – Fest Filemon. Faculdade Superior de Teologia.
Bacharel em Teologia. – Faceten – Faculdade de ciência e Tecnologia do Norte do Pais.
 









                                                                             
                                                




























terça-feira, 6 de agosto de 2013

A IGREJA VERDADEIRA  X  A  IGREJA APÓSTATA .
TEXTOS BASE:  I TIMÓTEO 4.1-5; II TIMÓTEO . 3.1-7.
 Cabe-nos uma reflexão sobre o caminho o qual a igreja do nosso Senhor Jesus Cristo tem trilhado sobre a face da terra. A Igreja foi estabelecida no  mundo para fazer a diferença e apontar o caminho da salvação ao pecador, porém vemos hoje uma igreja em completa crise de identidade, misturada com o mundo em sua totalidade, corrompida, indiferente, ou seja, já não faz diferença alguma na vida do pecador. Vamos analisar o porquê do desvio da igreja do seu objetivo de anunciar o Reino de Deus aos homens, quais as características da igreja que vence o pecado.
ETMOLOGIA.
IGREJA.
[ Do hb. qahal, assembleia do povo de Deus; do grego.ekklesia, assembleia pública] Organismo místico composto por todos os que aceitam o sacrifício vicário de Cristo, e têm a Palavra de Deus como sus única regra de fé e conduta.(Ef.5.30-33)
No Novo Testamento, o mesmo termo aplica-se também ao ajuntamento dos fiéis, num determinado lugar, para adorar a Deus, fortalecer a comunhão fraternal e desenvolver o serviço Cristão (Fm.2).
TIPOS DE IGREJA.
1. IGREJA INSTITUCIONAL. [Do lat.institutionem] Desta forma é descrita a igreja representada diante da sociedade politica e juridicamente organizada. É a igreja formal e visível.
2.IGREJA INVISÍVEL. [Do lat.invisibilis, que não pode ser visto] Corpo místico de Cristo formado por todos os que, verdadeiramente, o têm recebido como Senhor e Salvador. É invisível, pois somente o Senhor Jesus pode distinguir os verdadeiros dos falsos Crentes. Quando do arrebatamento, porém a igreja invisível há de se manifestar gloriosamente. (1ª João. 3.1-4). Ao contrário da igreja visível, ela não possui um lugar próprio para se reunir, ela mesma é o templo do Espirito Santo.
3.IGREJAS LIVRES.  Dessa forma são denominadas as igrejas protestantes que, localizadas em países onde há fortes vínculos entre a igreja e o estado, declaram-se independentes em relação ao poder oficial. Nos países isentos de tais vínculos, autodenominam-se livres no que tange as tradições eclesiásticas seguidas pelas demais igrejas independentes, ainda que adote, ou venha a adotar algumas dessas tradições, via de regra, são ortodoxas e bíblicas.
4.IGREJA LOCAL. [ Do lat. Locale] Comunidade de fiéis que se reúne num determinado lugar para adorar a Cristo, manter a comunhão uns com os outros, observar as ordenanças e cumprir os reclamos da  grande comissão.
5.IGREJA UNIVERSAL.[ Do lat universale, relativo a toda a terra] referência a composição da igreja invisível que, transcendendo as fronteiras nacionais e culturais, é formada por todos os que receberam a Jesus como o único Salvador e Senhor, procedentes de todas as nações, tribos e línguas.

A IGREJA DOS APÓSTOLOS.
A igreja do Senhor é estabelecida  na terra, após sua ascensão aos céu e a descida do Espirito Santo. (Atos.  Cap.1;2). A Igreja nasceu com a missão de dar testemunho a respeito da ressurreição do Mestre, e anunciar o Reino aos pecadores (Atos.1.8). Os apóstolos tinham todas as coisas em comum, eram pessoas voltadas á oração, não havia no seio da igreja necessitado algum, porque o Senhor supria todas as necessidades. Era uma igreja poderosa, aonde chegava, Deus operava milagres tremendos. Durante a exposição da Santa Palavra de Deus pelo apóstolo Pedro, 3.000 almas renderam-se ao Senhor, até a sombra dos apóstolos curava, Glórias á Deus. No inicio de sua manifestação, a igreja manteve-se pura e imaculada, não permitindo que as doutrinas diabólicas penetrassem seus alicerces, uma igreja firmada na fé e comunhão entre os irmãos, a igreja procurou praticar aquilo que o mestre determinará (Mc.16.15,16). O Cristianismo nascido na Judéia, muito breve chegou a Roma, a metrópole do mundo. É desconhecido o período exato de sua chegada ali, mas é provável que tivesse sido levado por alguns daqueles 3.000 Cristãos. (Atos.2.41) fruto do ser mão de Pedro no dia de Pentecoste. Com certeza, havia entre os seus ouvintes, Romanos, “tanto Judeus como prosélitos”  isto é, judeus naturais de Roma e prosélitos do Judaísmo de entre os Romanos.
O Cristianismo tinha se estabelecido em Roma durante o governo de Cláudio, vinte e cinco anos depois da morte de Cristo. Durante o governo de Claudio tem inicio uma grande perseguição aos Cristãos, tidos como uma seita maldita precisavam ser eliminados.  A tempestade de perseguição aos Cristãos, tão repetidamente predita pelo seu Senhor e Mestre, estava prestes a começar.  A partir deste ponto da história tem-se inicio o que podemos chamar de o “Circo dos horrores” O primeiro caso bem fundamentado de perseguição ocorreu sob o reinado do imperador Nero, cerca de 64 e.C. Vendo que a Palavra de Deus avançava, e que o povo ouvia, e muitos convertiam-se, Nero sentindo-se pressionado arquitetou o incêndio a cidade de Roma, lançando sobre os Cristãos a culpa, dessa forma sórdida pode colocar o seu plano maquiavélico em prática,  que era exterminar os Cristãos. O Incêndio a Roma durou quase oito dias, destruindo quase que totalmente a cidade.  Muitos  foram os que morreram ante a terrível  perseguição imposta por Nero, executavam-nos de maneira a expô-los ao escárnio e ao desprezo. Alguns eram cobertos de peles de animais selvagens para serem dilacerados; enquanto outros, untados de matéria combustível, eram colocados a noite como lampiões e assim morriam queimados. Para esses espetáculos, Nero cedia seus jardins e ao mesmo tempo promovia ali diversões circenses. Esses homens padecendo de morte tão cruel, entregavam suas vidas a Cristo, louvando e agradecendo. “Durante ao morticínio em seu jardim, Nero observou um homem que mesmo envolto em chamas louvava ao seu Senhor e Salvador, sem entender o momento o imperador diz; ”Mesmo morrendo  ele não para de cantar” até na morte o crente fiel da testemunho do Reino de Deus.  Fica o legado para nós igreja do Sec. XXI, igreja perseguida, igreja vitoriosa em Cristo Jesus. Hb.11.36-40.

CARACTERÍSTICAS DA IGREJA APÓSTOLICA.
1.VIVIA EM ORAÇÃO PERSEVERANTE. ATOS. 2.46,47; 4.30,31;14.22,23;16.5.  A igreja estava voltada para o seu Senhor. Era uma igreja que tinha como base de sustentação o poder da oração.
2. TINHA UM GRANDE PODER PARA CURAR. ATOS 3.1-8. Aonde a igreja chegava, Deus operava milagres, o mesmo Deus acrescentava as vidas a serem salvas ao rebanho. O coxo andava, o cego enxergava, a igreja seguia testemunhando através dos sinais.
3. TINHA PALAVRA DE VIDA ETERNA.  ATOS. 2. 37-41. A Igreja anunciava o Reino Celestial, e fazia com que o pecador refletisse e entendesse  o quanto precisava deixar Deus agir em sua vida. Esse é o genuíno evangelho, o que for diferente disso, seja anátema.
4. HAVIA UNIDADE ENTRE OS IRMÃOS. ATOS  4.32-35.  O salmista ao escrever o Salmo 133, ressalta a importância da comunhão entre os irmãos. Ele fala do óleo sobre a cabeça, com o significado de termos uma mente ungida e igual a de Cristo, com pens amentos purificados e amorosos. Ao descer sobre os vestidos, temos a indicação de pureza em nossas vestes. O orvalho sobre o monte de Sião, nos remete a água da vida que da vida ao sedento(Na base desse monte existem plantas que precisam de água, porém não há como irriga-las,no verão o sol faz a neve do pico do monte derreter e dessa forma as aguas descem e irrigam as planta, tornando-as belas e fortes. Glórias a Deus.
5. NÃO NEGOU O NOME DE CRISTO. ATOS. 4.16-20;5.29. Mesmo diante das ameaças de perderem a própria vida, os servos do Senhor não negaram   o nome do Deus vivo. A verdadeira igreja de Cristo, é aquela que não nega o seu nome, mesmo diante das maiores dificuldades, ela permanece firme e guardada pelo Salvador. Sabendo que as portas do inferno jamais prevalecerão sobre ela.(Mt.16.18).
6. ERA UMA IGREJA ATRAVÉS DA QUAL DEUS OPERAVA COM SINAIS ATOS. 5.1-16; 5.42.
7. ERA UMA IGREJA MISSIONÁRIA. ATOS. 13.1-4. A verdadeira igreja envia discípulos pelo mundo para anunciar o reino cumprindo dessa forma o chamado d a grande comissão. A igreja que não prega, não  envia, é uma igreja morta, e não terá parte no arrebatamento. Ez. 3.17-21.

A IGREJA NOS DIAS ATUAIS.
 Ao contrario do que vimos sobre a igreja apostólica, temos nos dias atuais uma igreja completamente secular, corrompida e mundana. Convivemos com igrejas que são verdadeiros palácios, tudo  em nome da ostentação, o nome de Deus já não é mais anunciado, os homens assumiram a posição como o ser merecedor da adoração. Os púlpitos viraram lugares de onde são lançados ardis para corromper o povo que segue cego e fácil de ser guiado. A maldita teoria da prosperidade(prefiro chamar assim) está corroendo as bases do verdadeiro Cristianismo e levando centenas de milhares para o inferno todos os dias. Igrejas onde seus lideres são verdadeiros lobos desviando as ovelhas do redil para depois ataca-las de forma sorrateira.  Enriquecimento ilícito, prisões de lideres, sonegação de impostos, evasão de divisas, todas essas acusações pesão sobre a igreja do Senhor sobre a face da terra neste Sec.XXI. Hoje  não é possível mais vermos o cego enxergar, o cocho andar, o pecador render-se aos pés da cruz, tudo porque a igreja esta vazia da presença do Soberano Senhor. Quem quiser milagre hoje em dia tem que pagar por ele, os tele pregadores tem invadido as casas propagando verdadeiras doutrinas de demônios, muitos deixam de ir a suas igrejas para ficarem em casa ouvindo mensagem pela TV. Qual foi a última vez em que você esteve em um culto no qual a presença de Deus manifestou-se de forma tremenda? Qual foi o último enfermo que você viu ser curado? Qual o último irmão que você viu ser batizado no Espirito Santo? Qual foi a última vez e m que você viu a igreja na praça pregando o Evangelho? Provavelmente para nós crentes do Sec. XXI fica difícil responder essas perguntas, pois não conhecemos a verdadeira igreja de Cristo, vivemos o período da secularização da Igreja do Senhor. A igreja nasceu com a missão de transformar o mundo(Rm.12.2) através da palavra, porém o mundo tem transformado a igreja, e moldando-a á sua forma. É muito fácil ouvirmos nos cultos musicas mundanas onde troca-se a letra e deixa-se a melodia secular, ninguém fala nada , ainda dizem que é para Deus. Profanos!!!!!!!!! Os membros  vestem-se da mesma forma a qual vestem-se os filhos das trevas, já não há diferença entre um e outro. Como pode um igreja com esse perfil conduzir alguém a Cristo?

  CARACTERÍSTICAS DA IGREJA DO SÉCULOXXI.
Nota. Ao analisar a caminhada da igreja do século XXI sobre a face da terra não pretendo nivelar todas as igrejas por igual, sei que existem muitas igrejas bem lideradas e cheias da Graça de Deus. Meu objetivo e alertar o povo de Deus sobre o caminho o qual a igreja como um todo tem seguido, sendo seduzida e arrastada pelas hostes desse mundo vil, deixando de fazer a diferença.
 A. UMA IGREJA FRIA ESPIRITUALMENTE. APOC. 3.1-3. Tem placa de igreja, reunião parecida com culto, tem bíblias, fala-se o nome do Senhor, porém morta, tem suas obras rejeitadas pelo Deus vivo. Apostatou-se da Fé, seguiu a doutrina de balaão no seu ambicioso desejo de  poder. Não brilha mais.
B. UMA IGREJA QUE PERDEU O DESEJO DE ORAR. IITM. 4.3,4. A igreja do presente século não sabe mais orar, acostumou-se a viver de forma dissoluta, quando procura a Deus, é para ter algum desejo realizado, usando o Senhor como serviçal, é isso que tem sido propagado pelos tele pregadores.
C.  UMA IGREJA DIVIDIDA ENTRE FAZER A VONTADE DE DEUS E NÃO DESAGRADAR AO MUNDO. Vivendo escondida sob o nome de Cristo, porém adorando as coisas do mundo e tendo prazer em pratica-las. Há nas reuniões dessas igrejas ritos profanos, distorções da Palavra de Deus, crendices e curandeirismos, tudo em nome de Cristo. Igreja reprovada.
D. UMA IGREJA DESUNIDA. Como corpo místico de Cristo(Igreja) não vivemos em união. Apesar de professarmos a mesma fé, contudo somos separados por ideologias. Cada um crê de uma forma diferente, serve a Deus como acha que deve ser, buscam  por Deus em c aminhos diferentes. É uma igreja fadada ao insucesso, improdutiva, maculada. Não serve como igreja de Cristo.
E.  IGREJA TOLERANTE COM O PECADO. APOC.2.1,4-20.  Nessa igreja não se prega mais contra o pecado, pois o que conta é uma igreja cheia, falar do pecado esvazia igreja, e isso não é bom sinal. Essa é a igreja na qual o pecado  foi introduzido em seu interior de forma tão tremenda que fica impossível fazer a separação. São obreiros sem consagração na vida , louvores(Música) mundanos(Leia a nossa matéria sobre o louvor – Louvor Profano), não existe nenhuma reverência ao apresentar a Deus um culto agradável. As vestimentas são iguais as do mundo, os homens com suas calças apertadas, camisetas marcando o tórax para mostrar que é praticante de musculação, alguns chegam ao ponto de não utilizarem cintos e deixarem suas cuecas a mostra pra quem quiser ver, cortes de cabelo extravagantes, ou seja de nada lembra um servo de Deus.(Não estou fazendo aqui um tratado sobre usos e costumes, pois, o momento não é pertinente, apenas estou apontando a qualidade dos adoradores da atualidade). Os lideres estão vendo tudo isso e não têm coragem de orientar. O que dizer das mulheres com suas saias coladas ao corpo, onde é possível perceber até as imperfeições da pele, blusas super apertadas delineando os seios, pinturas extravagantes, um verdadeiro desfile de modas. Onde estão os lideres que estão vendo essas coisas e não têm coragem de exortar?  Lideres vivendo uma vida de adultérios , envolvidos e m escândalos financeiros, péssimos chefes de família espancadores dado a bebidas, mentirosos, etc. Este é o retrato de uma igreja tolerante com o pecado.
 F. IGREJA QUE ESQUECEU-SE DO PRIMEIRO AMOR. APOC. 2.4. Essa  igreja esqueceu-se da doutrina , perdeu o prazer em anunciar a Cristo como Salvador, não tem mais condições de conduzir ninguém aos ceús.
G. UMA IGREJA QUE NEGA O NOME DO SENHOR. Essa igreja envergonha-se de anunciar o nome de Cristo, vive as expensas de homens vulgares e soberbos. Homens estes que tem como único objetivo, elevar seus nomes  e tronar-se ricos.  Gên.11.1-4.
 H. UMA IGREJA ONDE NÃO HÁ SINAIS DA PRESENÇA DE DEUS.  De tanto ser ignorado Deus não mais manifesta seus sinais nessas igrejas. Vendo que nada acontece, o homem arranja os milagres através do dinheiro, essa igreja tem como ponto forte a falsificação da cura Divina. Cult o nessa igreja é um verdadeiro show de circo, onde quem quer ser curado precisa pagar, é o ensino do dá seu tudo, cuidado para não ficar sem nada.
I.UMA IGREJA QUE NÃO FAZ MISSÕES. A igreja atual não tem seu foco voltado ao campo missionário, hoje visa o crescimento físico e  financeiro. O dinheiro que poderia ser investido no campo missionário é destinado a pagar fortunas por horários em canais de televisão, onde cada um faz o que quer, são verdadeiros circos em nome de  Cristo. Preferem enriquecer os donos das emissoras explorando a fé do povo do que investir no Reino.
J. UMA IGREJA QUE NÃO ANUNCIA A VOLTA DE CRISTO. Essa igreja não anuncia mais a volta de Cristo por estar comprometida com o pecado e longe da comunhão com o seu Senhor. Esqueceu-se do dia do casamento, não anela mais pelo seu noivo conformou-se com a vida de adultérios e prostituições, preferiu abraçar o mundo e viver de forma dissoluta.
CONCLUSÃO:  "Todos os historiadores concordam que o aparecimento do Cristianismo marca o início duma nova era, de progresso material e de perfeição moral. A civilização antiga, que aqui e ali atingira extraordinário brilho, estava por toda parte manchada de sangue pela crueldade e pela tirania. As lágrimas dos escravos e a miséria dos oprimidos misturavam-se ao fausto e á grandeza dos opulentos, sempre insensíveis ás dores dos seus semelhantes. A Palavra de Cristo bastou para transformar a sociedade antiga e queimar a grangrena do vício que a corroía. O Evangelho foi, incontestavelmente, a mais poderosa alavanca da civilização e do progresso "Extraido do livro, As catacumbas de Roma.
BIBLIOGRAFIA.
Bíblia Sagrada. ARC.
Dicionário Teologico. Nova Edição Revista e Ampliada.Corrêa de Andrade,Claudionor.
As Catacumbas de Roma.Scott, Benjamim. 1982.

sábado, 27 de julho de 2013

AS DISPENSAÇÕES.
Deus criou o homem e o colocou no Jardim do Éden, sujeitou sob o seu governo todas as coisas, nos diz as Escrituras que o homem  vivia em um ambiente de extrema paz. Deus viu que o homem estava só e lhe abençoou com uma adjuntora(aquela que está ao lado). No centro do jardim havia uma árvore, a qual ordenou Deus ao homem que não tocasse. Tudo ia muito bem, até que satanás entrou no jardim colocou dúvida no coração da criação Divina, e esta não resistiu e desobedeceu á Deus. A partir desse momento o homem entregou toda a autoridade nas mãos do inimigo, foi expulso do jardim e proibido de retornar. Agora  o homem estava em uma situação complicada, havia desobedecido á Deus e perdido a  comunhão com o seu Criador.  Gn. 1.26; Cap.2;3.
Após a queda de satanás, o homem , a nova criatura que acabará de ser criada por Deus, necessariamente seria provada.  As dispensações logicamente são vários estágios empregados por Deus para testar o homem, segundo o grau da revelação Divina.
Uma dispensação é um período de tempo durante o qual  o homem é provado a respeito de sua obediência para com uma determinada revelação da vontade de Deus. Dr.Schofield.  As dispensações compreendem sete periodos, conforme veremos a seguir;
Dispensação da inocência ou Edênica – Gn. 1.26-31;3.6,7. O homem foi criado como coroa e gloria de toda  a criação. Foi dotado de personalidade. O homem era o único ser que tinha condições de administrar o mundo segundo a mente de Cristo. Havendo quebrado a Lei de Deus, o homem sentiu-se envergonhado na sua Presença. Essa vergonha destruiu a comunhão com Deus criando um grave prejuízo, o qual foi, o conhecimento de seu estado miserável de pecador e destituído da glória do Pai. Deus provou o homem quanto a sua capacidade em ser fiel  em um ambiente de perfeição. Período: Da criação até a queda. Não é possível determinar o tempo em anos.
Dispensação da Consciência ou Anti Diluviana – Gn. 3.1;8.14.  O homem agora estava separado de Deus e perdido a sua filiação, tendo recebido em seu ser o veneno do pecado. O homem agora conhece o bem e o mal, parte do éden em condições bem diferentes as anteriores. Agora o mundo está em desarmonia e mergulhado no pecado, o homem havia perdido a inocência e pureza da mente e da vida, tornou-se como  um filho dos deuses. Deus provou o homem quanto a sua capacidade de manter-se fiel  em um clima de liberação e vivendo segundo  a sua própria consciência. Período: Da queda até o Diluvio. Durou 1656anos.
Dispensação  do Governo Humano  – Gn.8.15 ; 11.19. Após o diluvio o homem começou a organizar-se como sociedade. O mundo foi povoado pelos descendentes de Noé, durante 350 anos seus filhos foram ensinados e orientados pelo próprio pai. Em razão de sua integridade moral e comunhão com Deus, Nóe era a grande testemunha do juízo de Deus sobre o mundo ímpio. Deus havia ordenado que o homem devia espalhar-se pelo mundo, mas Ninrode um  líder um líder popular induziu o povo a construir a torre de Babel. O juízo Divino veio na forma de confusão  de línguas, forçando os homens a se espalharem pela terra. Deus provou o homem quanto a sua capacidade de manter-se fiel e servir a Deus em um ambiente de livre consciência coletiva, isto é, como sociedade organizada. Período: Do Diluvio até a torre de Babel.  Durou 427anos.  
 Dispensação Patriarcal – Gen 12.1; Êx. 18.27.  A terra de Sinear novamente tornou-se o centro mundial contra a aliança de Deus com Noé. O espirito do pecado tornou-se tão forte e agressivo que já ameaçava de extinção a piedosa linhagem de Sem, que embora ainda crente, adotou o culto aos idolos. Nesse ambiente de desobediênciaa, Deus chamou Abraão, o filho de Tera, Deus o chamou para sair de sua terra natal(Mesopotâmia), e ir para uma terra a qual ELE lhe mostraria. Dando inicio desta forma ao Povo de Deus como nação. Deus provou ao homem quanto a sua capacidade de obedece-lo em um ambiente pertecendo a uma nação separada e exclusiva. Período: Inicia-se com a chamada de Abraão ate a saída do povo do cativeiro Egipcio. Durou cerca de 430 anos.
Dispensação da Lei - Êx. 19.5,6; Ev.João. 1.17 A atitude de Israel para com Deus foi de ingratidão, abandonou os propósitos Divinos de tal forma que o próprio Deus ameaçou cancelar a aliança e destruir o povo Israelita, porém com a intervenção de Moisés Deus perdoou a Israel. Israel apesar de Deus o ter perdoado, teve que arcar com as consequências de sua apostasia. Os juízos DIVINO sobre Israel foram os seguintes;
1. 400 anos sem ouvir a voz de Deus. Israel deixou de ser o centro das atenções de Deus, que passou a ser para a Igreja
2. Foi punido com a rejeição de Deus.
3. Perdeu seu Reino. No ano 70d.C ocorreu a destruição de Jerusalém, onde morreu de 1milhão, onde deu-se o inicio da dispersão.
Deus provou a nação de Israel quanto a sua capacidade em obedecer a Lei de Moisés e de se tornar uma nação lider e ser porta voz de Deus em uma preparação para a vinda do Messias. Periodo: Inicia-se com Moisés e estende-se até Cristo. Um Periodo de 1430 anos.
Dispensação da Graça Ou Eclesiástica -  Atos. 15.14; 1Ped.1.2. Com a morte de Cristo , Deus consagrou um "novo e vivo caminho" de acesso a Sua Pessoa. Esse acesso ao "Trono da Graça" e a abolição do ceminho cerimonial foram simbolizados pelo rasgar do véu do Templo no momento em que Jesus morreu. Esta dispensação foi inaugurado no dia de Pentecostes quando o Espírito Santo foi derramado. Deus nesta dispensação tem o propósito de separar do mundo um povo para obediência e comunhão com Cristo. Periodo: Começa com a crucificação de Cristo e estende-se até ao arrebatamento da igreja.
Dispensação do governo Divino - Apoc.11.15;19.16; Zc.14.9. A forma deste governo será o "Teocrático", isto é, o próprio Deus governará o mundo(Mundo aqui não é o mundo fisico como conhecemos) na pessoa de Jesus Cristo. No milênio satanás será preso por mil anos, solto e depois destruido para sempre. Cristo será reconhecido como Rei dos reis, o seu reino será um reino de paz. Todos conhecerão a Cristo. Deus nesta dispensação tem o propósito de estabelecer o governo Divino na terra, restaurar a nação de Israel, exaltar os Santos, aprisionar satanás e estabelecer a paz. Periodo: Duração de 1.000anos, vai desde a manifestação em glória do Senhor Jesus Cristo até o Trono Branco.
  As dispensações nos mostram, como visto acima, as formas como Deus tratou e tratará seu povo. É muito importante para o crente o estudo destes periodos afim de entendermos a caminhada do povo de Deus desde a chamada de Abraão até os dias atuais.
Queridos, leiam com atenção, confiram as referências Bíblicas, prossigam um pouco mais além do que foi exposto aqui, cresça em Cristo Jesus. Deus vos abençoe.
 Charlessilva73@yahoo.com.br
Mestre em Teologia - Fest Filemon - Faculdade Superior de Teologia.
Bacharel em Teologia -Faceten - Faculdade de Ciência e Tecnologia do Norte do Pais.